Ficam onde?
Quem
nunca parou pra pensar sobre isso? Vale a pensa sacrificar um sonho? Vale a
pena se agarrar a algo mais seguro e abandonar aspirações? O post de hoje é
dedicado a um dos maiores amigos que eu tinha, e ex-vocalista da minha banda,
que não pode desistir dos sonhos que tinha, nem realizá-los, pois a vida
abandonou-lhe antes.
Viver é
diferente de estar vivo, há uma diferença enorme. Estar vivo é acordar todo
santo dia, ir ao trabalho ou escola ou qualquer lugar que seja e fazer o que
lhe é pedido. VIVER é escolher ir à escola ou ao trabalho, é ESCOLHER que trabalho
vai desempenhar, é ESCOLHER o que irá fazer. Abandonar um sonho é deixar de
viver. Quando se passa pela situação que eu passei hoje, você para pra pensar
um pouco sobre isso. Ontem à noite eu conversei por telefone com esse meu
amigo, ele estava feliz, eu disse que estava saindo pra checar uma proposta de
um bar pra gente tocar lá. Consegui. Quando acordo hoje, recebo a notícia de
que ele sofreu um acidente de carro, pergunto “em que hospital ele está, to
indo pra lá agora”, do outro lado me respondem “não cara, você não entendeu, o
acidente foi fatal”. E é ai, caros leitores, que você para pra analisar o real
valor da vida. O nome deste meu amigo era Júlio. Um cara muito gente boa, que
quase nunca estava triste, excepcional vocalista, no auge da vida, estava
cursando faculdade na UFG e tinha só 19 anos. Nem pode ouvir a boa notícia
sobre a nossa apresentação no bar e faleceu. Vale tanto a pena assim se tornar
infeliz pela comodidade ou segurança se, na mais besta das oportunidades,
estamos todos sujeitos ao “fator morte”?
O Júlio
sonhava em ser um grande músico. E nossa banda tinha potencial. E quanto às
pessoas que tinham muito mais potencial que nós e desistiram? Desistiram por que
seguir um sonho tem seu preço. Muitos não estão dispostos a pagar. O que talvez
ninguém se lembre é que, se feita da forma correta, a corrida atrás de um sonho
também acompanha uma grande recompensa.
Você,
caro leitor, tem um sonho? E você se acha tão eterno a ponto de poder desistir
dele? A vida é tão simples, tão frágil, e você acha mesmo que vale a pena subsistir
viver por estar vivo? Depois do que vi hoje, eu realmente parei pra analisar
isso tudo. Acho que é mais ou menos
assim: Bem, meu sonho pode não dar em nada, então vou virar prostituta, é um
ramo mais seguro, ai vou ficar rico e estabilizado, ai talvez eu corra atrás do
meu sonho depois. Mas ai, um dia depois de você ter conseguido dinheiro o
bastante, um mega vírus aparece e te mata. Bye-bye dreams.
É normal
vacilarmos perante algo que nos da grande expectativa e tem alto risco, mas
acho que o arrependimento pela desistência é muito alto, principalmente pelo “fator
possibilidade” (leia o post de sábado passado by: Marco Aurélio). E acho que
deve ser ainda pior se você não morrer, mas chegar à velhice sem ter realizado
seus sonhos, e agora é tarde, você já não tem vivacidade nem tempo, a velhice é
destinada às boas memórias, se você não cultivou nenhuma, a velhice vai se
tornar mais desgostosa pra você do que a própria morte.
Pois no fim somos
isso, um punhado de carne que, de vez em nunca, gera algumas ideias. Estamos,
desde o nascimento, em processo de putrefação. Correndo atrás ou não dos seus
sonhos, você será consumido pela terra. DE QUALQUER FORMA. Então por quê é que
eu não devo tentar?
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Ps: Como eu disse no início, este post é dedicado a um dos maiores Amigos que tive o prazer de conhecer: Júlio César.
Desculpem se o post não ficou muito bom, estava um pouco sem cabeça pra escrever.
"Foi-se mais um que tinha grandes ideias"
Comentem.

