Exploração animal

       George Orwell já dizia em A Revolução dos Bichos, sobre a exploração dos animais. Veja a vaca por exemplo, serve para aparar o capim, comer pragas, dá leite, da lucro em leilões, comemos de sua carne (a que não vai para o açougue vira salame), com sua pele fazemos chiclete, usamos seus olhos como amuletos e os chifres (ossos) servem para fazer objetos variados. Ou seja, a exploração é do começo ao fim.
       Enquanto não conseguirmos tirar a última gota refinada da vida do animal, não estamos satisfeitos e para isso começamos até ficar criativos, pois não podemos deixar nada passar em branco, vejo só o exemplo da Nova Zelândia: estão vendendo bebidas alcoólicas e milk-shake a base de sêmen de cavalo (clique nos nomes sublinhados para ver) — bem, acho que agora podemos dizer no sentido literal a frase "menino, tira essa porra da boca", pelo menos na Nova Zelândia (por enquanto...).
       Mas enfim, vimos o quanto o homem consegue ser criativo na arte da exploração, o que podemos ver claramente na época da escravidão. Se der lucro exploremos até o próprio homem, mas se deixar de dar lucro...: "deixa ele livre mesmo, ganhando um dinheirinho para comprar as coisas que produzirmos e assim ganharmos mais!"

       Por hoje é só, mas fica o aviso: cuidado com as coisas que você coloca na boca sem saber a origem. Se um dos cheiros mais caro do mundo vem (ou vinha..., parece que foi proibido) do vomito de uma baleia, imagine as comidas exóticas por ae... "até um inocente milk-shake..."



BÔNUS

Lumière e os lanterninhas comediantes


Cinema é uma coisa muito boa, não é? O primeiro filme que vi num cinema – pelo menos o mais distante que permanece na minha memória – foi Asterix e Obelix. Mas e daí? Bem, o primeiro filme que vi realmente não importa.
Sábado passado, resolvi ir ao cinema pra assistir ao mais recente filme do Woody Allen, o diretor norte-americano e gênio multifacetado, Meia-noite em Paris. Estrelado pelo cara de Marley e eu que, pelo que tudo indica, foi capaz de interpretar um bom noivo neurótico, e aquela mulher do Diário de uma paixão. Mas ainda não pude saber se é realmente bom o filme porque a única sessão no Goiânia Shopping era às nove horas e eu não podia ficar até essa hora.
Não é um absurdo? Tenho certeza que, quando a espetacular e já beirando a exaustão última parte de Harry Potter estrear, serão trinta sessões por dia disponíveis por, no mínimo, dois meses! Mas tudo bem, é a mais básica das leis do capitalismo: oferta e procura. As audiências nessa cidade, nesse país, ainda não estão preparadas para a grandiosidade e elegância de Allen, mas devoram e se engasgam embebedados com os enredos toscos e despropositais de uma história sobre bruxos adolescentes.
Não pude assistir ao filme que queria, mas, já que estava por lá mesmo, entrei para ver Se beber não case. E ele é realmente o que se espera de um filme assim, sem surpresas boas, sem frustrações, nada além de uma comédia meio forçada, que não exige quase nada das nossas fatigadas massas cinzentas e que vai, sim, te arrancar alguns risos se você estiver no humor apropriado.
Mas aconteceu uma coisa que eu nunca tinha visto antes e que, realmente, nunca esperava ver. A certa altura do filme, bem perto do fim, a imagem começou a tremer e vacilar até que finalmente desapareceu e a tela ficou negra (ou branca) enquanto os auto-falantes faziam sons de pancadas a esmo. Foi quando me virei pra espiar lá dentro da sala de projeção que fiquei tenso: uma fumaça tremulava lá dentro e o carinha mexia desesperadamente com seus equipamentos. Pensei: aquela loirinha linda, Shosanna, vai aparecer na tela e tocar fogo em todo mundo! (Pra quem não viu Bastardos Inglórios).
Depois de uns instantes, apareceu um lanterninha, daqueles de colete vermelho, e tentou acalmar a todos nós, pessoas sentadas nas cadeiras. Ele devia se achar muito engraçado, começou a imitar o Sílvio Santos e narrar os placares de jogos da série B, então disse que a fita tinha soltado e que o rapaz estava montando-a de volta. A projeção voltou e, dessa vez, foi até o fim, mas durante todo o tempo o som ficou oscilando de um lado para o outro.
Percebi uma coisa interessante enquanto esperava pelo carinha que colava a fita com durex e a enrolava com a manivela. Pagando um ingresso de quinze reais, trinta e oito centavos vão para os direitos autorais. Pensando nas proporções e tudo, isso dá bastante. Mas não sei, só achei que fosse mais.
Finalizando, aqui vão dicas de filmes para ver nas férias:
- Toto, the hero
- Cisne negro
- Assassinos por natureza
- O discurso do rei
- Scott Pilgrim
- Match Point
- Annie Hall
- Vicky Cristina Barcelona

Drogas?

Alguém pode dizer alguma coisa?



                Antes de começar este post, devo dizer que ele não é uma apologia ao uso de drogas, é só minha opinião a respeito.
                Muito do que se fala sobre as drogas é: Falta de informação, moral social de rebanho e informação distorcida pelos veículos de comunicação. No quesito droga, a sociedade, A GRANDE MAIORIA DELA, tanto os que usam drogas como os que não, se acham verdadeiros peritos, mas não sabem nem quando estão com fome. Antes de falar sobre legalizações ou proibições, as pessoas deveriam estudar, isso sim.
                As drogas, ilícitas e lícitas, têm consequências ao homem , em muitos pontos até similares. Por Exemplo: O LSD destrói o cérebro tanto quanto a Rede Globo. As pessoas falam em viciados e dependentes, mas vemos esses mesmos fatores em consumidores de bebidas alcoólicas e fumantes. “Ah, Ian, mas nem todos são Alcoólatras ou fumantes em excesso”. Mas nem todo usuário de maconha ou qualquer outra droga também é, necessariamente, um viciado. Acho que essa é uma das principais confusões, as pessoas acham que todo mundo é viciado. É válido, também, analisar os fatores sociais dessa treta toda, em primeiro lugar porque muita gente morre desnecessariamente nesse business ilegal, segundo porque percebeu-se, muito tardiamente, por sinal, que os usuários de drogas não são somente os favelados, o pessoal dos condomínios também é. Não quero ofender ninguém que mora em condomínios, mas é injusto chamar usuário de drogas de favelado também, afinal nem todo favelado é usuário de drogas. Temos a marcha pela DESCRIMINALIZAÇÃO da maconha. Os argumentos, a meu ver, são até razoáveis: não existiria mais tráfico, consequentemente não existiria mais tanta morte por causa da ilegalidade, o produto passaria por um padrão de qualidade... por ai vai. Existe um argumento CONTRA-legalização que diz que o Brasil ainda não está preparado para ela , pois não tem casas de tratamento para os eventuais viciados. Eu concordo, mas também não existem instituições para fumantes ou alcoólatras, então acho que deveria haver uma reforma geral nesse quesito. Isso sem levar em conta o fato COMPROVADO de que o cigarro e o álcool têm um potencial maior de vício do que a maconha.
                Esta minha opinião pode até causar um certo assombro, mas vou compartilhá-la assim mesmo: Sou a favor da descriminalização de todas as drogas, CLARO, não para casos extremos como Oxi ou Crack. MAS EXISTE UMA RESSALVA, as pessoas deveriam ter acesso à informação de Especialistas. “Essa é droga tal, causa isso e isso, os riscos são esses.”, MAIS OU MENOS, como é feito com o cigarro hoje, mas de uma maneira menos ameaçadora e mais didática. Já viram propaganda de cerveja? Aquilo lá é uma escachada apologia ao consumo de Álcool. Claro, só retardados levam aquilo a sério, mas como a maioria da população é composta por eles, as autoridades deviam restringir um pouco isso ai. Acho que é isso que deve ser feito com todas as drogas, informações imparciais, proibição de propagandas e conscientização escolar.
                As pessoas têm que parar de discutir esse tipo de assunto, que pode, de fato, mudar a cara de uma sociedade, com base em achismo e conversas de tevê, as pessoas deveriam pesquisar mais a respeito, não se prender a uma única fonte, questionar, não só sobre esse tema. Mas esse é o grande mal da sociedade, a preguiça de formar uma opinião, a preguiça de entender de verdade alguma coisa, é melhor pegar uma opinião lacradinha em um pacote, é muito mais prático, muito menos perigoso de ser rejeitado.
                 E você, caro leitor? É a favor? É contra?
 -----------------------------------------------------------------------
Ps: Não consumo drogas, a não ser álcool.
PPs: Post feito às pressas e sobre influência de sono mortal, não me culpem pela falta de conteúdo/encheção de linguiça..

COMENTEM!

Longos dias e belas noites

O Homem de Preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás…


“Nem tudo é silêncio no salão dos mortos!”

“Deus me conceda a SERENIDADE para aceitar o que não poço mudar, a TENACIDADE para mudar o que posso e a BOA SORTE para não fuder tudo com muita frequência.”

"Pare de choradeira, cara. Para ter o privilégio de espalhar nossas tripas pela paisagem, vai precisar enfrentar algumas adivinhações que não estão de todo afinadas com seus padrões de lógica."
"Aquele que não consegue compartilhar seu vício, deve largá-lo"
"No exercício do dever nunca há alguma justificativa aceitável para ceder as fraquezas"
 
"convencer não é conosco nosso negocio é chumbo"
"Mas uma vez o mundo seguiu adiante!"
"Poderia chamar você de boqueteiro de merda, mas você não tem boca. Poderia dizer que você é o mais vil dos miseráveis que já rastejaram na mais baixa rua da criação, mas mesmo uma criatura dessas é melhor que você; você não tem joelhos pra rastejar e não cairia sobre eles mesmo que tivesse, porque não tem idéia de uma falha humana como a piedade. Poderia até dizer que você é um filho-da-puta, se você tivesse mãe."

"Todos salvem o Rei Rubro!"
"-Oh não! - ele gritou. - Por favor, não de novo! Tenha piedade! Tenha misericórdia!" 
19
O Homem de Preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás…

--------------------------------------------------------------------------
Ps: Esta é Torre Negra, série de sete livros escrita por Stephen King, que ele próprio diz ser sua Maior Obra. Eu recomendo, é uma série muito, muito foda.
TORRE NEGRA

Voto caçaníquei

Porque todo ano fazemos esta roleta russa?

                A primeira coisa que deve ser analisada para se entender a gravidade da situação, é perceber que você (sim, você, caro leitor), deve estar espantado ou, no mínimo, intrigado por eu abordar este tema. “Poxa vida, não é época de eleição ou qualquer coisa relacionada à política, porque é que o Ian vai falar deste tema tão chato agora?”. Ééé, caro leitor, pra você que pensa que política é um assunto que deve ser discutido de quatro em quatro anos, eu tenho uma humilde pergunta a lhe fazer: Você pensa?
                Política, um tema chato, mas que, justamente por ser tão pouco debatido, trás muita dor de cabeça para o cidadão, especialmente o cidadão que carrega o adjetivo BRASILEIRO nas costas. O brasileiro trata de política igual trata do exame de próstata. “Há, esse ano eu não fiz, mas ano que vem eu passo lá no médico, até porque não to sentindo nada, minha próstata ta zero bala!”. E ai, algum tempo depois, você descobre o infeliz câncer. É o que vai acontecer com a gente, se é que já não está acontecendo.
                Eu fico pensando se a população é Inocente ou só está sendo hipócrita mesmo, falam mal dos políticos até terem calos na língua, como se isso fosse dar algum resultado. Isso porque se o político falasse “querem uma praça ou uma escola aqui no bairro”, 90% da população responderia querer a praça. O povo fala mal da própria escolha, isso é meio irônico, não? É como você optar por comer carne de vaca todo dia e dizer que acha uma droga e que a carne de frango, que também estava entre as possíveis escolhas, fosse melhor. Mas também né, pra que é que eu vou discutir política, nãããoo, poxa vida, o FUTEBOL que passa toda quarta-feira de noite tem muito mais influência no meu futuro. Entendem? Ok, a descrença do povo brasileiro em relação à política é “compreensível”, mas nem por isso pode ser tolerada. A gente fica ai nessa lerdeza enquanto os políticos fazem como querem com o nosso suado tributo a união.  E ai fica tudo belo no dia da eleição, faz-se uma análise com MUITA, MAS MUITA boa vontade e roda-se a roleta, também conhecida como URNA ELETRÔNICA, se o político não for bom, a gente pega o que estiver sendo dito sobre ele no Jornal Nacional, colocamos uma Goloz elegante e levemente indignada e repassamos o texto em alguma conversa de buteco durante o intervalo do jogo, não pode durar mais de quinze minutos a discução, mas também, o cérebro de um animal que faz isso não seria capaz de gravar um texto de quinze minutos.
                Não é segredo pra ninguém que esta situação é muito confortável para os maus políticos, que são maioria, e que ele não farão nada para mudar esta situação, pelo contrário, o caótico pão e circo que temos hoje só prova que eles estão afim mesmo é de agravar o quadro. Isto é pura matemática, caro leitor. Pense bem, se a roleta-russa é um jogo de probabilidade e há um número maior de políticos ruins do que de políticos bons, a chance, nessa roleta, de sair algo que preste é bem menor do que a chance de sair a bala que vai explodir a cabeça de muito gente. Mas a gente não enxerga isso, ou finge não enxergar, e faz uma ou outra por achar que política é um tema que não fará diferença ou que está muito distante de nós, que não tem solução. Além de atrasado, é, no mínimo, idiota.
                Você vota conscientemente, caro leitor? E quando digo votar, não me refiro a ir à urna no dia da eleição, digitar alguns números e depois esquecer que o político existe. Temos que cobrar dos nossos representantes, temos de saber se eles estão realmente cumprindo com seu papel, nem é algo tão difícil assim de ser feito, temos sites ai com as contas públicas, com gastos e arrecadação, não fazemos porque não queremos, por este simples,único e ridículo motivo.
                Não estou falando aqui que devemos virar ativistas políticos, que devemos erguer uma bandeira partidária e sair às ruas proferindo manifestos, estou falando apenas que não devemos nos iludir com a ideia de que a política não muda nada na nossa vida, quem dera não mudasse. Não é mais do que dever cívico dar uma simples estudada na ficha dos candidatos a cargo público, não custa muito, e em alguns casos é até hilário, assistir a um debate, não custa nada votar conscientemente, pelo contrário, é algo que, a longo prazo, é muito bem remunerado.    
                Como o povo não gosta muito de pensar sobre este tema, vou dar minha contribuição: Povo, quando for pensar em política, pense nela como perder a virgindade, dói, a princípio, mas com o passar do tempo percebe-se que quanto mais se faz, mais fácil e edificante fica. (Se coloque na situação da mulher para fazer essa comparação, homens não sentem dor ao perder a virgindade, a não ser que você... Bem...)

----------------------------------------------------------------
Ps: Mais uma vez deixo aqui os meus agradecimentos ao nosso PARCEIRO MASTER Humor Ateu, que foi novamente o parceiro Top do mês.

Comentem! Vlw!

Loucos por ações do Greenpeace


            É engraçado como, hoje em dia, todos são partidários do meio ambiente. Como se isso fosse um crachá, um cartão vip que permite a entrada em qualquer clube que quer ser bem visto na sociedade. Atores, cantores, políticos, empresários, madeireiros, mineradores, pescadores de baleias; é uma classe tão miscigenada e tão complacente!
É muito simples se tornar “defensor” do meio ambiente sem fazer nada, absolutamente nada, para de fato defendê-lo. São frases prontas, argumentos gastos e castigados pelo uso intenso na mídia sensacionalista, e pronto, você entra para o grupo dos mais polidos indivíduos, de inocência e bondade transcendentais: os ambientalistas.
Não é o caso de uma causa infeliz, inútil ou ruim, a causa não é o problema.  O problema aqui reside onde o faz em quase todas (senão todas) as outras coisas problemáticas desse mundo onde o homem deita as mãos. O problema é a hipocrisia, a escória das desgraças humanas. É ela que permite que em qualquer organização, inclusive as que são fundadas em meio a objetivos nobres, sejam encontradas brechas para o oportunismo, a corrupção e a mentira.
Mas é claro, esse tipo de atitude, onda, moda, não triunfaria se não tivesse um importante patrono onde sustentar suas bases. A forte Europa (ou pelo menos a que costumava ser forte) e os atrativos norte-americanos são esses patronos. Seus domínios são regiões onde praticamente não existe mais fonte de matérias-primas; suas florestas foram exauridas, derrubadas, incendiadas; seus habitantes vivem numa selva cinzenta, de céu cinzento, de pedra e sujeira. Mas pelo menos atingiram o seu progresso industrial, não é mesmo? Pelo menos são as potências, o primeiro mundo, os líderes. E nós, eternas colônias, fazemos o quê? Curvamo-nos perante seus canos fumegantes.
A natureza dos países “desenvolvidos” é o que eu chamaria, sem pestanejar, de apocalíptica, mas a nossa não vai tão longe de disso por muito tempo, e grande parte disso é por conta deles mesmos, com o advento da globalização. Enquanto nós temos indústria e tecnologia tão atrasadas, nos vemos agora de mãos atadas pelos embargos das corporações ambientalistas. E, castrados como somos, aceitamos tudo isso e ainda lutamos numa guerra contra os nossos próprios interesses!
Já exploraram tudo o que havia para ser explorado nos “centros do universo” e um pequeno e pouco ambicioso produtor sofre todo tipo de limitação por conta de leis ambientais mais controversas até que as próprias causas do aquecimento global. E no meio disso tudo, as ações do Greenpeace não param de subir...