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Dia a dia
♫ Tô
Tô
♪Tô bem de baixo prá poder subir
Tô bem de cima prá poder cair
Tô dividindo prá poder sobrar
Desperdiçando prá poder faltar
Devagarinho prá poder caber
Bem de leve prá não perdoar
Tô estudando prá saber ignorar
Eu tô aqui comendo para vomitar
Eu tô te explicando
Prá te confundir
Eu tô te confundindo
Prá te esclarecer
Tô iluminado
Prá poder cegar
Tô ficando cego
Prá poder guiar
Suavemente prá poder rasgar
Olho fechado prá te ver melhor
Com alegria prá poder chorar
Desesperado prá ter paciência
Carinhoso prá poder ferir
Lentamente prá não atrasar
Atrás da vida prá poder morrer
Eu tô me despedindo prá poder voltar
Férias
Pois é, já intera ai demasiado tempo que estou de
férias...
Foi-se o tempo em que as férias eram uma data
esperada em meio a grandes projetos do que fazer com ela, que naquela época
nada mais eram do que ficar em casa jogando vídeo-game e fazer uma viagem em
família, mas para nós, que ainda éramos crianças, era o máximo. Férias ainda
são boas, mas sem o quê místico de outrora, e com a universidade, alguns, como
é o meu caso, nem param totalmente os fazeres. Estou em meio a pesquisas e
projetos científicos, nada grande, mas preciso me empenhar...
O chato das férias, talvez seja seu início e seu fim,
à priori não há nada para fazer, li um sem fim de livros, artigos, notícias e
folhetos... Joguei tudo que ainda me apetecia jogar (cada vez mais sinto menos
prazer em jogar vídeo-game) e escrevi também. O seu fim é igualmente chato
porque paradoxalmente você está chateado por elas, as férias, acabarem, mas
também não as aguenta mais.
Também é época dos serviços de verão. O Marco
Aurélio, por exemplo, arranjou um emprego em um escritório de um certo tio...
Eu estou fazendo uns showzinhos de música por cachê, servindo mesas em um bar as
quintas e agora, mais recentemente, também estou traduzindo revistinhas pornô
do inglês para o português.
Um adendo... sabendo-se por pesquisas recentes que
70% do tráfego da internet se dá em função da pornografia, iludido é aquele que
acha isso um mal negócio.
E é isso. Mas há algo muito bom nas férias, dormir.
Posso dormir até a hora que me convém. E ver filmes também, que ultimamente
estou pondo marcha na minha lista de “para assistir”.
A merda das férias, pelo menos pra mim, é que ela tem
a habilidade de te arrancar todo o seu dinheiro, parece uma macumba. Por isso
tenho tentado preencher tanto o meu tempo.
O que vocês, leitores têm feito nas férias?
Escrevam ai!
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PS: O LEITOR QUE FIZER UM TEXTO BEM LEGAL (ARTIGO OU CONTO) COM O TEMA FÉRIAS ATÉ O DIA 29 e ENVIÁ-LO PARA O NOSSO E-MAIL TERÁ O TEXTO PUBLICADO E GANHARÁ UMA MEDALHA HONRA AO ÓCIO. EU SEI QUE NÃO É MUITO, MAS POXA GENTE, AJUDEM AI!
_ Que Farei desta Série? _
E o Homem, embevecido com o
próprio reflexo, regozijando glória ao contemplar os próprios feitos, não viu
outra maneira de explicar a si próprio que não fosse ser criado por um ser
igual a ti, só que maior, maior em todos os sentidos, tanto nos medires quanto
nos fazeres. Então o Homem criou a Deus, e este criou o Homem, a sua imagem e
semelhança, tanto nos defeitos quanto nos acertos, tanto nas virtudes quanto
nos males. Deus. E os homens lhe disseram perfeito, e perfeito ele criou o
Homem, mas só mais tarde se descobriria que tanto a criação do Homem, Deus;
quanto a criação de Deus, o Homem, são tão imperfeitos quanto os próprios.
Amém.
E Dante acorda todo suado. Não
era a primeira vez que acordava assim, nem seria a última, salvo está se alguma
catástrofe natural ou algum assassino passasse por ele; e ainda temos a
possibilidade deste assassino não conseguir seu objetivo, considerando ainda a
hipótese de que exista um assassino que queira caçar Dante, o que é
absolutamente improvável. Enfim, Dante acorda. Só depois de acordar é que
percebe que não só está suado, como está também sangrando. Sangra pelas orelhas
e por um buraco atrás da cabeça, um buraco de bala. Ao acidentalmente derrubar
uma taça que repousava sobre o criado-mudo e vê-la espatifar-se em mil no chão
e não ouvir nada; percebe também que não escuta.
Curiosamente, contra todas as
leis da vida e da natureza, ainda vive. Com sangue nos ouvidos e um buraco
atrás da cabeça, está muito calmo para alguém que esta vivo quando não deveria
estar. Percebe então, por estar defronte uma situação contrária a tudo que a
vida diria como plausível, que está, além de contrariando as normas, encarando
com muita naturalidade esta atipicidade, é como se a morte lhe houvesse
esquecido, como ele houvesse driblado a certeira foice. Só há uma explicação:
Ainda está sonhando.
Ao conjecturar sobre o fato, verdadeiramente
acorda. Está todo suado tal como no sonho, mas a taça ainda está inerte sobre o
criado-mudo, ele não sangra pelos ouvidos e nem tem um buraco atrás da cabeça,
apesar de que, se perguntado, juraria tê-lo tamanha a dor de cabeça que sente.
Apesar do atropelo das palavras e
da confusão inicial, peço aos leitores que não desanimem ainda.
Esta história é história de
Dante, um blogueiro amargurado que pouco simpatizava com os outros ocupantes da
terra. É a história de como Dante passou a ser quem era, de como viveu e de
como mudou drasticamente suas concepções de mundo. E também como morreu.
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Ps: Este é o prologo de uma série que estou começando, talvez vá ao ar na próxima semana. E então, que acham?
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