Herdeirofobia & Zombie Walk / 30000 views


                Já fez um negócio do qual se arrependeu? Bem, peguemos um exemplo que tem tido vários arrependimentos na sociedade contemporânea: O casamento. As praticidades do mundo moderno estenderam seus deleites à vida matrimonial também! Sim, casa-se hoje. Arrependeu-se? Separa-se, fim de história. Talvez algumas dores de cabeça e muita briga na separação de bens, talvez uma inimizade eterna, mas dos males o pior. É melhor que envelhecer ao lado de uma pessoa que você descobre não ser sua cara-metade. Outro exemplo? Ok. Peguemos então um dos mais simples e cotidianos: Veste-se uma peça de roupa, encara a si mesmo no espelho, vê que a figura não lhe agrada. Que faz? Troca de peça, não há remédio, o que não lhe agrada pode até ser a fronte, mas esta não se pode alterar instantaneamente.
                Ok. Chega de exemplos. A síntese é essa: São poucas as coisas com as quais se tem de ficar insatisfeitos pela vida inteira. Agora, uma destas com as quais, se insatisfeito, você terá de conviver pela eternidade são eles: OS FILHOS!
                Sim, caros leitores, estes seres de outrem são como um caçaníquei, nunca se sabe em que figuras vão parar, mas o que se sabe é que, na maioria das vezes, a máquina rouba e você vai acabar saindo no prejuízo, porque com os caçaníqueis é assim, a Casa sempre ganha.
                Fato sabido pela humanidade, mas que muitas vezes passa ignorado, é que, por mais que se “acerte” na criação de um filho, por mais que se modele os mínimos detalhes da criação, há uma grande chance da coisa dar merda. Poxa vida, se nem Deus acertou, quem somos nós para termos certeza?
                Como se cria um filho em um mundo desses? Com a crescente criminalidade? Com o abuso em relação às drogas? Com a sociedade tentando empurrar seu filho para o abismo com mil milhões de mãos sedentas pelo seu pescoço enquanto você tem humildes DUAS para tentar salvá-lo? Sem contar ainda a questão da superpopulação mundial. É justamente por todo mundo achar que é fácil ter filhos que o mundo está cheio do jeito que está. Como se cria um filho em um mundo que prefere a promiscuidade em vez do esclarecimento? O lucro compulsório à felicidade? O molde à inovação?
                E você acha, ingênuo leitor, que coloco a culpa só nos filhos? Não senhor, a culpa maior é do mundo mesmo. Deveria existir um processo seletivo para avaliar se um casal está apto a ter filhos, mas é isso que o sistema quer, não é? Essa ideia de que se é livre para tudo é justamente o que dá a liberdade de se ter quantos filhos der na telha e assim aumentar as desigualdades e, consequentemente, servir à máquina social com mão-de-obra cada vez mais afunilada e barata. É O MILAGRE! \Õ/
                Ter filhos é dar o tiro no escuro, não se sabe se irão vingar ou se irão virar marginais, pode-se criá-los com todo o esmero, mas isso lhe dá probabilidades altas, não certezas.
Eu me borro nas calças só de pensar em um ser minúsculo e com ausência de dentes me chamando de papai. Quando perdi minha virgindade, mesmo tendo usado camisinha, fiquei com receio de que esse infortúnio pudesse me ocorrer por mais de um mês.
“[...] E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa neste capítulo das negativas: _ Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.” (Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas)
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Ontem foi da de Finados, também foi o diz de um Flash Mob aqui em goiânia chamado Zombie Walk. Eu fui! Gravei alguns vídeos, irei editar e prometo postá-los, por hora vejam algumas fotos! (entre na postagem)

Clique nas imagens para ampliá-las.

E desde quando Deus muda de opinião?


                Aqui venho novamente. Uso do direito que me foi concedido para escrever aqui, na casa dos disparates, mais um deles. Venho novamente falar de religião. Obviamente que estou sendo eufêmico quando digo que o que se sucederá abaixo é disparate, são, na verdade, argumentos dos mais válidos, mas a muito desisti de tentar convencer, principalmente no aspecto religioso, uma vez que, nos quarenta volumes da história universal, conta-se nos dedos o número de pessoas que, através de um debate, mudaram sua opinião sobre este polêmico tema. Sem mais delongas, sirvo-lhes o texto frio.
                Talvez uma das minhas maiores indignações com a Igreja seja essa mania que ela tem de tentar se “renovar”. Ela se “renova” para atender as frequêntes alterações de sua demanda, mudam para atraírem mais fiéis, mas é ai que eu pergunto, como é que a Igreja, que em tese deveria seguir os IMUTÁVEIS preceitos de  Deus, pode mudar concepções e doutrinas? Sendo Deus quem cremos que é: Deus, como se pode dizer que o onisciente mudou de opinião?
                “Poxa vida, na época de Salomão eu aceitava a concubinagem, agora acho que isto está em desuso, melhor mudar...”
                Aposto que um leitor mais preso ao discurso comum da liturgia dirá: Mas Ian, a bíblia tem diversas interpretações, ainda estamos às descobrir!
                Ok, embora eu possa rebater esse argumento com um livro inteiro de muitos outros, vou me ater ao principal. Se não se tem certeza do que está realmente “inscrito” na bíblia, NÃO SE DEVERIA USÁ-LA COMO GUIA MAIOR! Afinal de contas, É DE VIDAS INTEIRAS DE DEVOÇÃO que estamos tratando. Por acaso você voaria com um piloto que só tem experiência teórica? Penso que não né? Então como é que você pode seguir um guia que a cada segundo tem uma interpretação nova?
                WTF?!
                MAS! Voltemos ao tema!
                Como é então que a Igreja pôde mudar de postura tantas vezes ao longo de sua existência? Eu sei bem o nome da instituição que muda de “rumo” quando está precisando se acertar, o nome deste tipo de instituição é EMPRESA DE MERCADO. Pois bem, leitores, acho que é óbvio onde quero chegar, de modo que não enunciarei a já defasada frase. Ou melhor, enunciarei sim, e me imagine gritando quando lê-la: A IGREJA É UMA EMPRESA. E tem se mostrado bem sucedida, afinal, vem moldando valores e concepções sociais desde o início dos tempos (e os vem alterando conforme suas vontades, também).
                Para exemplificar, tirei para cristo o mais visível exemplo: Igreja Católica. Aquela que outrora condenava “bruxas” a serem lançadas em lagos para verem se elas afundavam ou boiavam e, assim, julgar-lhes os pecados; hoje diz que em casos específicos, como o das prostitutas, o uso de camisinha está liberado. E quando foi que Deus disse “joguem-nas nos rios, se boiarem, são bruxas, então matem-nas, se afundarem, são boas... elas morrerão afogadas, mas vocês saberão que elas eram inocentes”? E então, depois, ele decidiu “É, acho que estamos pegando um pouco pesado, daqui a pouco acabam-se as mulheres, melhor parar de jogá-las no lago”? Ou então “É o seguinte, eu disse crescei e multiplicai, então essa história de usar uma capa de borracha durante o coito está fora de cogitação, mas os boy que quiserem pegar as putinha podem usar, afinal de contas, nenhum filho é obrigado a ser filho da puta”.
                Em verdade, em verdade vos digo, ó, meus irmão: TEM QUE VER ISSO AÊ!
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Ps: Vou tentar não bater mais no cachorro morto.

A histórica culpa atemporal


                É nossa a culpa da queda do Império Romano.  
                É nossa a culpa da extinção das tribos indígenas brasileiras.
                É minha a culpa da morte de Tiradentes.
                É tua a culpa da fome na África.
                É vossa a culpa da fome dos vossos vizinhos.
                É nossa a culpa de Hiroshima e Nagasaki.
                É tua a culpa da inquisição.
                É minha toda a culpa dos males do mundo.

                Não é deles. Nada de nada é culpa deles. E o problema está bem aí: o problema não é termos aberto um buraco na camada de ozônio capaz de nos matar, mas sim não assumirmos a autoria da obra.
                É ridículo ver como todos nós consideramos os políticos os responsáveis por todos os problemas da nossa sociedade. Eles são os corruptos, os inescrupulosos, os ladrões e os mantenedores das desigualdades. Será? Eu acho que não: todos nós somos corruptos e nós que seguramos o desenvolvimento do Brasil.
                Mas o homem é assim mesmo. Criamos o diabo para o responsabilizarmos de todo e qualquer mal. Criamos deus para jogarmos nas suas costas o peso de ter de nos salvar. Criamos o céu porque não nos julgamos capazes de fazer o paraíso aqui na Terra. Criamos Jesus porque um homem, para ser considerado especial, precisava ter poderes mágicos.
               
                Comece a agir como se fosse tua a culpa de toda a merda na vida de todas as pessoas à tua volta. Talvez viver em culpa seja melhor do que viver em mentira.

by William Shakespeare

"      Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
       E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
       Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
       Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
       Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
       Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
       Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
       Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
       Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
       Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.      "

So you think you can tell.

Este domingo é dedicado a uma das bandas mais relevantes e revolucionárias do Rock: 

As letras amargas, a premasia instrumental, as concepções experimentais, a inovação nos palcos.
Tudo, simplesmente tudo.
Pink Floyd é um evento singular dentro do universo, não se verá tão cedo uma junção de quatro indivíduos que faça tanto como estes fizeram.
A guitarra melódica de David Gilmour.
As letras e o baixo de Roger Waters.
As teclas expressivas de Rick Wright.
A bateria explosiva de Nick Mason.
São elementos que deixaram um gigante legado e seu som com certeza ecoará por gerações e gerações.

Não Consigo


Por mais que eu tente, você vem.
Como o fantasma do natal passado, volta a me assolar a cabeça.
Volta a se mostrar na cândida figura de outrora.
Porque faz isso comigo?
Que foi que fiz para merecer tal castigo?
Porque não me abandona a cabeça de uma vez e some.
VAI-TE, POR OBSÉQUIO!
Não quero ter de remoer essa agonia por mais tempo.
Consternado estou.
Relembro seu sorriso feito a pincel,
Hand made daqueles que não se encontra duas vezes nessa terra
Mais consternado fico.
Saio. Procuro distrações, nenhuma me agrada, nenhuma me convence.
Pego o violão, tento escrever alguma música, nada sai.
Estou bloqueado.
A única música que me vêm à cabeça é o som da sua voz
A única música da qual me orgulho foi aquela que escrevi para ti.
Aquela que fala de uma tal aposta.
Parece que a perdi.
A você
E a aposta.
Mordo os lábios até quase sangrarem, na aflição de não ter o controle da situação
É raro algo assim fugir de minha alçada.
Abro o caderno, empunho o lápis como uma espada.
Rabisco meio mundo de palavras que não dizem nada.
Este é meu mal
Fabricar textos em escala industrial
Mas nenhum com sentimentos, pois os únicos que tive, foram tomados de mim.
Retornam como uma leve oscilação
Tento afastá-los, pois sei que não são reais,
Se fossem eu não lembraria sua figura
A teria na minha frente.
Tento ser poeta, mas levaram minhas emoções
Não consigo escrever sem elas, agora só o vazio me resta
Se bem que poesia eu nunca escrevi, somente rimas baratas sem estrutura lírica
Talvez seja isso, deve soar meio tiozão, mas não lhe culpo por abandonar-me
Nem eu me escolheria, para ser honesto.
Este é meu mal.
Ter-lhe a figura na mente, e nenhuma coragem para afastá-la
Pois tenho medo de, se afastá-la, não encontrar mais nada
além do vazio que eu sei que existe lá dentro.
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Ps: Gostaria de estender meu mais honroso aperto de mão ao nosso Relações Públicas: André! Que tem feito um digníssimo trabalho no cargo que lhe foi conferido!
PPs: Meu texto de hoje iria ser sobre religião, mas, quinze minutos antes da meia-noite, formulei este outro texto e, por alguma razão inexplicável, decidi postá-lo. Quarta feira eu falo mal da Igreja.