O ano da profecia e as profecias ao longo do ano


I look at you all, see the love there that’s sleeping, while my guitar gently weeps.
                E se o mundo acabasse amanhã? Alguém me perguntou o que eu faria; me disse que viria; me disse que aquilo era sério, e assim seria se o mundo fosse acabar. Alguém me perguntou sobre o fim do mundo e acho que eu não respondi com a seriedade que devia. E agora, se o mundo acabasse amanhã? E se dois mil e onze anos desde que decidiram começar a contar de novo fossem tudo o que nos podia ser dado e essa era a hora de dar tchau?
                Toda a água começaria a evaporar e, quando voltasse em tempestades, viria imunda e tóxica e cheia de morte e os ciclos todos teriam um fim em espiral e nada mais sobraria de pé e seria só pedra e frio.

I look at the floor, it needs sweeping, still my guitar gently weeps.
                Eu sei o que eu faria. Se ela viesse pra assistir ao fim do mundo comigo, como se fossem os fogos de artifício que costumam bombardear os céus todo ano. Se ela viesse, meu mundo seria mundo pelo menos por um instante, entre nada e o final. Se ela viesse, eu a seguraria forte, forte, porque li que os carbonos são capazes de fazer inúmeros tipos de ligações e talvez, às portas do fim, as leis da física se voltariam para mim e talvez os nossos corações, meu e dela, se uniriam por um momento no mais literal e idílico sentido; e o meu abraço seria casa, meu carinho calor, meus olhos compreensão, minha voz conforto. E a chuva tóxica não ousaria penetrar a nossa casa.

I look at the world and I notice it’s turning while my guitar gently weeps.
                Hoje é o ultimo dia do ano. Mas é só mais um dia como outro qualquer e nem quer dizer que à meia noite o planeta vai estar exatamente no mesmo lugar que esteve a essa hora no último ano; porque alguns deles são bissextos e ainda dizem por aí que a gigantesca quantidade de nada do universo vem aumentando (ou nós, que nos julgamos tudo, vamos diminuindo, murchando depois do longínquo sopro de vida?).

I look from the wings at the play you are staging while my guitar gently weeps.
                Sensação de dever cumprido depois de mais um ano inteirinho? Mas o blog só vai fazer seu primeiro aniversário em março e só lá vou poder olhar pra trás e dizer: quanta merda eu escrevi por aqui. Porque ninguém realmente se importa, conquanto nós nos sintamos importantes.

As I’m seating here going nothing but aging, still my guitar gently weeps.
                O que falta são só os meus votos de um melhor ano. Com mais sorrisos, porque só eles fazem o mundo girar enquanto alguns lutam para congelar o núcleo, o coração.

Perspectivas e Conjecturas


                E o ano acabou. O que tinha de suceder já sucedeu e agora estamos todos nostálgicos em relação aos eventos acabados nos 365 dias que se fizeram passar nas vinte e quatro horas habituais, dispostas em diurnas e noturnas. Aquilo que no momento em que ocorreu nem parecia algo de mais, agora parece um evento digno de ser pincelado no céu. Mas o que me preocupa não são as fálicas experiências vividas neste ano que finda, mas sim as incertezas do ano que se dispõe à minha frente.
                Incertezas, ó, leitores, abstrações, por assim dizer, nebulosas. A começar pela possibilidade do blog cerrar suas portas, que me tem tirado o sono; seguida de perto pela eminência da minha saída de casa. Sim, caros leitores, pode acontecer. Faço uma pausa para explicar o porquê. Ocorre que eu prestei vestibular na Universidade Nacional de Brasília (não sei se já falei sobre isso). Foi difícil, mas tenho esperanças, veremos onde isso vai dar, mas, se tiver passado, para lá irei. Não que isso vá interromper nossas peripécias blogueiras, o blog segue normal; além disto tudo, vêm a busca por trabalho, sim, caros leitores, já estamos na idade de darmos sossego a nossos pais; fora o fim do mundo, que dizem vir nesse ano que chega.
                É, caros leitores, o ano novo não se restringe a promessas que não se vai cumprir e votos que não são sinceros, não senhores, há sempre a dúvida, principalmente na tenra idade em que se encontram estes que vos escrevem.
                O que nos espera? Ingressando na faculdade ou não, nossas vidas mudarão. Acabou-se a escola, acabou-se a infância, mesmo que nos queiramos convencer de que ela se foi faz tempo, somente agora o veredito foi dado. E ele não é de todo “bom”, como pensávamos quando tínhamos quatorze anos; ele também tem seu peso, a responsabilidade.
                Por hora, estou curtindo minhas férias. Faço conjecturas sobre o que fazer no ano novo. O legal é que qualquer ato contínuo que você fizer na virada do ano você poderá dizer que está fazendo desde o ano passado. No final, acho que vou passar com meus amigos. Deve ser o mais seguro. Nunca almejei passar réveillon em praias assistindo fogos e, como já disse antes, nunca apreciei festas. O show da virada da Globo é uma merda e não tem nenhum show local que me atrai. Logo, amigos, churrasco e um rock tocando no PC deve ser a melhor hipótese.

Pós-Zumbis 3ª temporada (5)

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                Choreilargado está de arma empunhada, Linda o segue de perto; ainda não saíram do cômodo.
                _ Tem gente demais lá fora. – diz Choreilargado.
                _ ¬¬.
                Linda retira a arma das mãos de Choreilargado e toma a frente. Espia o exterior discretamente. Embora a movimentação fosse grande, ninguém lhes parecia dar grande importância.
                Exatamente de frente a eles havia uma porta, estava entreaberta. Linda corre e adentra a sala. Ao empurrar a porta, esta esbarra em alguém que jazia lá dentro, era alguém que não conheciam. Este assusta-se com a repentina agressão e vira-se afoito; Linda chuta-lhe a face, fazendo o sangue lhe correr pelo nariz. Ele intenta fazer algum alarde sonoro, um grito, talvez, o que provavelmente seja a reação mais instintiva, mas Linda é impávida, aponta-lha a pistola de forma tal que nem precisou pedir que ele não fizesse nenhuma bobagem.
                Deste modo, subseguindo a cadeia de eventos, Choreilargado também corre para a sala, passa despercebido, ou ao menos é o que parece; fecha a porta atrás de si. A sala escurece. Tenteia procurando algum interruptor, ou mesmo uma alavanca, que é o que combinaria mais com aquele local grotesco, mas nada encontra.
                _ Merda. – diz Choreilargado, já sacando o isqueiro do bolso.
                O isqueiro que Choreilargado portava era destes de querosene e pavio, que uma vez aceso só se apaga ao ser fechado; gravado na lateral dele havia um revolver com uma rosa enroscada. Choreilargado acende o isqueiro e o ergue à altura do rosto. Era uma sala de armas.
                É importante fazer

Navidad

            O natal parece ser algo como uma doença hereditária e não importa o quanto você se considere desapegado e racional, de uma forma ou de outra, acaba se enchendo de comida na casa de alguma tia. Não sou daqueles pseudo-ateus neonazistas (apesar de concordar com aqueles que pensaram "e toda essa merda de terminologia repleta de prefixos pretensiosos?") que dizem odiar o natal, mas também não concordo com decorações natalinas em vias públicas, o que considero desrespeitoso com os judeus e os índios (e o que é que esse país tem feito senão ofender judeus e índios?).
            O engraçado é observar como toda essa festa virou ferramenta de chantagem e tortura psicológica para pais inseguros obrigarem seus filhos delinquentes a pararem de mijar na casa toda. E ninguém mais pensa em Jesus. Não lembro da última vez que vi minha família conservadora e mais ou menos católica, como quase absolutamente todas as outras, fez uma oração genuína em nome do Cristo operador de milagres.

(Sem) Tempos Contemporâneos:

Lembre-se ao menos de respirar...

*Na frente duma vitrine*
    Expira
    Nossa a promoção do natal já expirou Mesmo assim a roupa continua barata Talvez eu compre Mas parece que ela aperta um pouco na cintura Vou ver se posso experimentá-la Qualquer coisa a costureira arruma Ficaria ótima no Réveillon Já comprei umas seis roupas pro Réveillon mas acho que essa fica melhor Tenho que passar com estilo Vai essa mesmo Será que vou estourar o limite do cartão Meu décimo terceiro ainda não entrou A v**** da minha chefe  Lembrar que tenho que voltar a trabalhar dia 2 Dia 3 tem aniversário da tia não posso esquecer Ixi esqueci de pagar o IPTU Por que  esses impostos só aumentam A crise já num passou Deveriam reduzir essa mer**  MEU DEUS Esse sapato de salto alto vai ficar sensacional com o vestido Porém não tenho um acessório legal para o conjunto Além de ter o risco de se eu comprar ter que gastar minhas economias que estou juntando para comprar minha bolsa Victor Hugo Com quem mesmo está meu Os Miseráv-
    Inspira
    -eis NOSSA estou atrasada Será que o tanque do carro está cheio Se não tiver Por onde vou ter que passar Correr no shopping ficaria deselegante Modos e poses feminina sociais idiot**...