R.I.P. Whitney Elizabeth Houston

     Nossa singela e sincera homenagem:

♦09/08/1963   ~   † 11/02/2012

The Secret Plan — continuation / to be continued

Relembre os últimos escritos da série:
Parte 1:  The Secret Plan — to be continued

...
      Somente após dois anos após o fim da guerra que a URSS acaba, e nesses dois últimos anos um grande plano foi firmado para destruir o sistema (na verdade, apenas iniciado).
1º Passo:
Infiltrar, Disfarçar, Aprender e Repassar
P.S.: Não como espiões, e sim como civis.
      Dezenas de pessoas foram clandestinamente para México e Canadá (até a Luiza) para chegar aos EUA, e outros foram direto para os Estados Unidos. Se estabelecendo todos com sucesso, com seus documentos falsos, conseguindo seus greencards, se casando e tendo filhos...
      Esses ensinaram seus filhos sobre o esquema e os incumbiram de aperfeiçoar o plano e seguir com a missão. Todo um (pré-)plano baseado nas fraquezas do sistema capitalista já traçado são entregues aos mesmos.
      Pensam também que se os envolvidos se encontrarem poderia causar suspeitas e assim serem descobertos de alguma forma, logo portanto ao invés de montar uma ceita com reuniões secretas, fizeram é entrar em uma já existente, que de tão descarado seria talvez até um disfarce: a maçonaria.
      Com os contatos certos e as recomendações das pessoas certas para as pessoas certas, certamente conseguiriam se ingressar, ou pelo menos seus filhos, em tal grupo que se revelou tão misterioso durante a História. E estes somente se encontrariam uma vez por ano na reunião anual maçom estado unidense.

<13 anos depois>

      Fracasso!
      Pouco saiu como o esperado. Ninguém mais já se encontrava na maçonaria. Todos se diziam fieis a causa, mas agora, a maioria, não passavam de meros "nerds losers" que moravam ainda na casa da mãe...
      Fracasso?
      Pelo contrário! Agora passavam a imagem perfeita. Conseguiam ser ignorados e estavam mais que nunca em pró da causa. Na verdade tinham um plano, um 2º passo a ser dado. Tinham comunicação direta agora, em chats estritamente privados e protegidos, pois os aparente Nerds eram verdadeiros Hackers que dedicaram praticamente suas vidas investindo em conhecimentos nessa nova ferramenta do mundo: a informática. Conheciam cada código e comando dos computadores e da internet e deram inicio ao passo de número dois.

2º Passo:
Pirataria
      Que tal gastar milhões para receber bilhões? E se tal investimento de milhões não gerasse retorno? Se as coisas pagas começarem a serem distribuídas gratuitamente... "SHARE!"
      Com a internet além de atingir os EUA, era possível agora atingir o mundo e eis que surgiram com sites de compartilhamento.
      Mas não só isso!
      Um engenhoso vírus surgiria de tal forma que utilizasse padrões aleatórios de caracteres para impossibilitar ser detectado e ser capaz de atacar todos e quais quer eletrônicos que tiverem contato, mesmo que por milésimos de segundo, com a rede online (internet).
      Quando ativado traria um verdadeiro caos como consequência, afetando os transportes, mas além disto desapareceria com o dinheiro do jeito que o é, pois afetaria as bolsas de valores e toda transição eletrônica, restando uma pequena parte que é o dinheiro impresso, e estes estariam concentrados em bancos e por isso passariam a aderir valor zero.
      Porém, esse fabuloso vírus requer uma engenhosidade tão grande que levaria anos (talvez décadas) para sua conclusão parcial e assim poder executá-lo, por isso colocaram, de faixada, a inserção de duas "palavras" que o usuário precisa digitar antes de utilizar o serviço de download, na desculpa de como sendo um código de segurança, mas que na verdade é apenas uma contribuição sua para a formação de tal "vírus".
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Terá mais uma continuação (acho que só mais uma)! O tédio ainda continua, por isso a história ainda continua. Devo o tédio as aulas de cursinho (que pouco resolvem minha vida ¬¬'), mas a hierarquia paterna me obriga a fazê-lo :/

Sobre o texto:
Saiba que atualmente mais de 65% de todo o dinheiro, em média, nunca é visto por seu possuidor, apenas os números em sua conta bancário, provando que há o dinheiro... Em suma você está trabalhando para obter número agora e não papel-moeda em si.
Uma grande empresa por exemplo ao tirar o extrato bancário vê que possui números com até 8 dígitos na conta, equivalentes a papel-moedas guardados no banco. E se por acaso esses 8 dígitos reduzissem para zero? A empresa estaria sem número para negociar no comércio e praticamente somente o banco teria tais papeis-ex-moedas, pois agora tais papeis coloridos não valeriam nada.
Lembrando que se fosse só um caso a se resolver até poderia ser resolvido, mas quando é 7 bilhões de casos simultâneos... = Caos no sistema monetário.

Sites de compartilhamento são os FileSonics da vida, 4Shared, XShare, FileServer, UploadStation, MediaFire etc.

A possibilidade de o vírus poder ser executado com precisão mesmo tendo apenas uma conclusão parcial é porque nunca haverá uma conclusão final, pois ele precisa estar sempre se auto-renovando, se atualizando e melhorando.

P.S.: Desculpe a demora, pois cometi um equívoco ao marcar a postagem como Rascunho em vez de Programada. :x

Abraços.

Pois eu transformo água em vinho, Chão em céu, pau em pedra, cuspe em mel

"Disse Jesus, Estou à espera, De quê, perguntou Deus, como se estivesse distraído, De que me digas quanto de morte e de sofrimento vai custar a tua vitória sobre os outros deuses, com quanto de sofrimento e de morte se pagarão as lutas que, em teu nome e no meu, os homens que em nós vão crer travarão uns contra os outros, Insistes em querer sabê-lo, insisto, Pois bem, edificar-se-á a assembleia de que te falei, mas os caboucos dela, para ficarem bem firmes, haverão de ser cavados na carne, e os seus alicerces compostos de um cimento de renúncias, lágrimas, dores, torturas, de todas as mortes imagináveis hoje e outras que só no futuro serão conhecidas, Finalmente, estás a ser claro e directo, continua, Para começar por quem tu conheces e amas, o pescador Simão, a quem chamarás Pedro, será, como tu, crucificado, mas de cabeça para baixo, crucificado também há-de ser André, numa cruz em forma de X, ao filho de Zebedeu, aquele que se chama Tiago, degolá-lo-ão, E João, e Maria de Magdala, Esses morrerão de sua natural morte, quando se lhes acabarem os dias naturais, mas outros amigos virás a ter, discípulos e apóstolos como os outros, que não escaparão aos suplícios, é o caso de um Filipe, amarrado à cruz e apedrejado até se lhe acabar a vida, um Bartolomeu, que será esfolado vivo, um Tomé, que matarão à lançada, um Mateus, que não me lembro agora de como morrerá, um outro Simão, serrado ao meio, um Judas, a golpes de maça, outro Tiago, lapidado, um Matias, degolado com acha-de-armas, e também Judas de Iscariote, mas desse virás tu a saber melhor do que eu, salvo a morte, por suas próprias mãos enforcado numa figueira, Todos eles vão ter de morrer por causa de ti, perguntou Jesus, Se pões a questão nesses termos, sim, todos morrerão por minha causa, E depois, Depois, meu filho, já to disse, será uma história interminável de ferro e de sangue, de fogo e de cinzas, um mar infinito de sofrimento e de lágrimas (…)”

O Evangelho segundo Jesus Cristo - José Saramago

Waste of paint

               "As auroras boreal e austral são fenômenos visuais que ocorrem nas regiões polares de nosso planeta. Podem ser visualizadas, no período noturno ou final de tarde, a olho nu nas regiões onde ocorrem. São verdadeiros shows de luzes coloridas e brilhantes, que ocorrem em função do contato dos ventos solares com o campo magnético do planeta Terra."

                A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama protesta, e agora? O mundo é bonito, José. O mundo é bom... José. É isso o que eu respondo. Porque a festa sempre acaba. Não importa como você olhe, ela acaba.
               Eu gosto de me lembrar de tudo isso. Das auroras que são bonitas, das marés que a lua seduz, do céu que fica rosa de vez em quando, dos relevos da íris que parecem a superfície de Marte, do toque quente de quem eu quero, do som de música, da luz, do calor, da luz, do calor
               Porque o mundo é bom pra mim, não em mim. E, se eu não me lembrar que os átomos podem se recombinar de maneiras tão infinitas, minha pequenez me consome. Quero viver fora daqui, quero fugir. 
               Tudo o que conhecemos é improvável; é um grão de poeira no espaço. Mas quantos bilhões de fustigados anos a improbabilidade enfrentou até que tudo estivesse aí? 
               O homem erra por arrogância, presunção, soberba, vaidade, desumildade, e todos os outros sinônimos possivelmente encontrados ou inventados. Ainda vivemos no centro do universo apesar de já termos descoberto que não somos nem o centro do sistema solar. 

              Espero ansiosamente pelo dia em que alguém de real significância levante-se e, de punho em riste e veias saltadas de têmporas moles, encha os pulmões para dizer que todos nós somos um desperdício. De matéria orgânica, de espaço, de energia, de oportunidade. Enquanto consumimos tudo em que colocamos as mãos e jogamos lixo nos nossos próprios pés, há seres mais eficientes e simbióticos (ou mutualistas, a ecologia passou bem brevemente pela minha cabeça) para se criarem.

Como dar adeus

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Você vacila. Seus dedos trêmulos na última página. Seu foco de visão se demora naquelas palavras, sua periférica se apaga, pois não há coisa e vida e mundo, salvo tudo que mora no livro em sua mão. Num segundo, você lê a letra maiúscula que começa o derradeiro período do também derradeiro parágrafo. Noutro segundo, você lê o ponto final. E tenta tirar o máximo de informação possível daquele pingo de tinta para não admitir que não exista nada mais a ser lido, acabou.
E então, o desamparo. Se for forte bastante, dá um suspiro. Mas se for homem de verdade, dá uma chorada daquelas soluçantes. Você fecha o livro, fecha o olho, reza por todas as personagens que faleceram na sempre épica batalha final, quando a há; lembra-se de todas as histórias, das vezes em que teve de ir ao dicionário para aprender palavras novas, das vezes em que seus olhos bateram no conjunto de letras ali e seu cérebro reagiu com gargalhadas, com careta de nojo, até com choro!
Quando abre o olho, vê o quarto, vê a janela com todas as fiações e céus e telhados dos vizinhos em seu quadriculado. Ouve os burburinhos da vida de verdade denunciando a inexistência daquilo que mal se foi e você já sente saudade. É tão óbvio e tão chocante quanto frustrante saber que não existem as situações, as pessoas, o universo, imagens das palavras escritas atrás do último ponto final.

A barata e outras pragas.


                Lá eu estava, no banheiro. Despi-me. Agora, nu em pelo, ligo o chuveiro e faço cair água. Espero alguns instantes para que a água se torne confortavelmente quente. Uma barata aparece. Ainda estando fora do chuveiro, saco minha chinela e acerto-a. Ainda com a chinela, afasto-a para o canto do box. Começo o processo de higiene pessoal: Sabonete na bucha, que é vegetal; esfrego primeiro a parte de cima do corpo. Não faria sentido começar por baixo, uma vez que a espuma maculada da parte de cima do corpo cairia sobre a de baixo, que já havia sido limpa. Por fim, pego o sabonete, esfrego-o nas mãos, passo nas áxilas e virilha, lavo também meu estimado órgão sexual. Sempre tive medo desenvolver câncer peniano, a prevenção é uma higiene bem feita; pelo menos foi o que disse um cancerologista famoso na tevê. Penúltimo ato: esfrego novamente o sabonete nas mãos e passo-as no rosto; merda, caiu espuma no meu olho direito. Enxaguo-o desesperadamente.
                Ao abrir meus olhos percebo que a barata ainda estava viva, mas só uma de suas patas mexia, e por Deus, como mexia. Parecia um pequeno barco que só era remado de um dos lados, ela girava em círculos de maneira tão desesperada que parecia estar sendo atormentada por algum fantasma, mas basta se por na situação do pobre inseto para entender que se fosse você, ou eu, não seria diferente. Faço uma concha com as mãos e jogo um pouco de água sobre ela, ela desespera-se ainda mais. Faço uma ligação com outros insetos que são frequentemente torturados dessa forma: formigas presas em copos, vagalumes presos em latas, besouros em caixas de fósforos, centopeias cutucadas com varetas e vários outros. E volto à barata. Certa vez uma mulher foi quase um cristo moderno por ter agredido um cachorro, fiquei tocado por uma fração de segundos ao perceber que ninguém jamais intercederia por aquela pobre barata.
                Pego o xampu, passo uma quantidade conveniente ao meu curto cabelo, massageio o couro cabeludo com aquela solução de fragrância eucaliptosa. Repito o processo.
                Que fez a barata para que ninguém intercedesse por ela? Os cachorros mordem pessoas e transmitem raiva e outras doenças, mesmo um cachorro de rua cheiro de lepras não é tratado como nesse momento trato eu essa barata. A humanização só é concedida a um pequeno e seleto grupo de animais. Penso que talvez o sentido da audição seja um dos culpados pelo fato, pois talvez um dos fatores mais determinantes para a relação canino-humana, embora não seja o único, seja o fato do cachorro responder a estímulos com latidos, assim como a maioria dos animais que têm uma relação de afeto com o homem. Nunca vi pessoas se sensibilizarem com peixes da forma que sensibilizam com cães ou gatos, nem com baratas.
                A pobre barata já teve sua cota de sofrimento, ela expira com uma última chinelada que desfiro sobre ela. O que me remete a outro fato curioso, a inversão dos medos. A barata não tem razão alguma para temer a radiação, ela viveria perfeitamente bem se a terceira guerra mundial, considerando que nela fossem usados artefatos nucleares, começasse hoje. Ela viveria bem mesmo que artefatos nucleares não fossem usados.
                Foi-me dito certa vez que Deus punia aqueles que maltratavam os animais. É curioso como o ser humano não tem nenhum remorso em matar as baratas e formigas e cupins e lacraias, e se o exemplo dos insetos lhe parece defasado e/ou inutilizado, pense nas pobres ratazanas, que têm a vida ceifada, muitas vezes, por um pedaço de comida envenenada. Não seriam elas filhas de Deus também? Que privilégio hierárquico teriam os cães e gatos sobre os insetos e outros seres tidos como pragas?
                Feita uma análise fria, percebe-se que ao pegar um rato ou um gato abandonado na rua, as chances de se pegar uma doença são as mesmas, mas ninguém pensa em socorrer o miserável rato, mas morrer de amores e cuidados pelo pobre bichano abandonado na sarjeta.
                Penso que talvez os movimentos furtivos dos ratos e baratas façam com que as pessoas os vejam mal, pois estão sempre surpreendendo e assustando; sempre aparecendo e sumindo como vultos.
                Saio do chuveiro. Há muito vapor no banheiro. Esfrego a toalha no vidro de frente a pia. Percebo que há uma rala barba por fazer. Passo espuma e pego a lâmina, começo o processo. Corto-me, só então percebo que a lâmina não é a minha, mas sim a do meu primo, que passava férias em minha casa por um tempo.
                O que eu só fui saber semanas depois, é que ele tinha AIDS.