Uma pequena observação sobre duas palavrinhas: SINTAXE (lê-se /sintasse/, e não /sintacse/) e INEXORÁVEL (lê-se /inezorável/ e não /inecsorável/).
Agora já podemos ir adiante
Map and Fire and Knife and Key and
O que mais te aflige na vida se não o desnorteamento, a perda de direção, sentidos, objetivos e prioridades?
Alguns tolos poderiam chamar de crise existencial, mas não é nada disso — ou talvez seja tudo isso.
Não me pergunto "por que estamos aqui", "de onde viemos", "para onde vamos" e/ou "qual é o sentido da vida, universo e tudo mais". Me contentaria com 42, pois isso particularmente não me interessa, talvez porque eu saiba que não está a meu alcance. O que eu me pergunto é "o que eu quero fazer da minha vida", e não "qual o objetivo de minha existência". Talvez tudo se resuma em destino e talvez eu não devesse pensar muito sobre o assunto e só deixar que aconteça o que tenha que acontecer (ka), porém, e se o destino estiver no fato de estar contando com meu livre arbítrio, em que eu chegue a tal conclusão de minha vida e faça tais coisas baseadas nessa conclusão pensada? Neste caso o pensamento de destino e de que já há um plano e um roteiro o qual só deva atuar, só atrapalhe, e de uma forma ou de outra, não nos levará a lugar algum e por fim só é uma preguiça disfarçada no repudiamento que você tem de assumir a liderança e a frente das coisas e de aceitar as consequências dos atos, por piores que sejam.
Mas enfim, o que farei de minha vida? Qual será meu propósito que me fará seguir adiante? Quais são meus ideais e minhas convicções? Me parece que eu tinha todas essas questões resolvidas, porém de repente elas me pareceram vãs, fracas e sem sentido. Parece até que defendo certas ideologias e pratico outras por estar de mãos atadas. Quem sabe não é uma boa e reforçada prisão ideológica, a qual minha mente se debate?
Talvez me ajude pensar qual nome eu gostaria de ser chamado, pois "o nome que nos damos é como se fosse uma promessa que fazemos a nós mesmos", uma das maiores, se não a maior delas. Do que você se nomearia?
Qual é o objetivo de sua vida além de crescer, ser feliz e ficar rico? Me parece meio mesquinho não? Me parece uma ideia já pronta e formulada. Uma trilha para a qual você foi empurrado e por covardia ou medo ou falta de interesse (preguiça), talvez tenha se reconfortado em estabelecer a sua vida medíocre através de metas em etapa: 'Primeiro ficar rico. Dai quando eu tiver dinheiro eu... eu... eu penso depois, mas com certeza quando eu tiver dinheiro eu poderei ajudar a melhorar o mundo.' É incrível como iludimos nós mesmo e nos enganando constantemente; acabamos por acreditar e nos convencer de que queremos ficar ricos por uma nobre causa. 'Eu quero papel colorido com números que possuí poder sobre os de mente fraca!'
Qual o seu nome?
Deixe-me perguntar de outra forma:
De que posso chamá-lo?
"Em que posso ajudar?
[...]
O que está procurando?"
"Defenda-se.
Quem não luta por alguma coisa, cai por qualquer coisa.
[...]
Para todos aqueles que lutam, a vida tem um sabor, que os medrosos jamais conhecerão.
"Quem envia monstros para nos matar?
E ao mesmo tempo, canta-nos que nunca iremos morrer?
[...]
Quem decide porque vivemos, ou pelo quê daríamos a vida lutando?
(...)
Quem nos prende?
E quem possui a chave que pode libertar-nos?
És tu!
Tens todas as armas que precisas. Agora, lute! "
Alguns tolos poderiam chamar de crise existencial, mas não é nada disso — ou talvez seja tudo isso.
Não me pergunto "por que estamos aqui", "de onde viemos", "para onde vamos" e/ou "qual é o sentido da vida, universo e tudo mais". Me contentaria com 42, pois isso particularmente não me interessa, talvez porque eu saiba que não está a meu alcance. O que eu me pergunto é "o que eu quero fazer da minha vida", e não "qual o objetivo de minha existência". Talvez tudo se resuma em destino e talvez eu não devesse pensar muito sobre o assunto e só deixar que aconteça o que tenha que acontecer (ka), porém, e se o destino estiver no fato de estar contando com meu livre arbítrio, em que eu chegue a tal conclusão de minha vida e faça tais coisas baseadas nessa conclusão pensada? Neste caso o pensamento de destino e de que já há um plano e um roteiro o qual só deva atuar, só atrapalhe, e de uma forma ou de outra, não nos levará a lugar algum e por fim só é uma preguiça disfarçada no repudiamento que você tem de assumir a liderança e a frente das coisas e de aceitar as consequências dos atos, por piores que sejam.
Mas enfim, o que farei de minha vida? Qual será meu propósito que me fará seguir adiante? Quais são meus ideais e minhas convicções? Me parece que eu tinha todas essas questões resolvidas, porém de repente elas me pareceram vãs, fracas e sem sentido. Parece até que defendo certas ideologias e pratico outras por estar de mãos atadas. Quem sabe não é uma boa e reforçada prisão ideológica, a qual minha mente se debate?
Talvez me ajude pensar qual nome eu gostaria de ser chamado, pois "o nome que nos damos é como se fosse uma promessa que fazemos a nós mesmos", uma das maiores, se não a maior delas. Do que você se nomearia?
Qual é o objetivo de sua vida além de crescer, ser feliz e ficar rico? Me parece meio mesquinho não? Me parece uma ideia já pronta e formulada. Uma trilha para a qual você foi empurrado e por covardia ou medo ou falta de interesse (preguiça), talvez tenha se reconfortado em estabelecer a sua vida medíocre através de metas em etapa: 'Primeiro ficar rico. Dai quando eu tiver dinheiro eu... eu... eu penso depois, mas com certeza quando eu tiver dinheiro eu poderei ajudar a melhorar o mundo.' É incrível como iludimos nós mesmo e nos enganando constantemente; acabamos por acreditar e nos convencer de que queremos ficar ricos por uma nobre causa. 'Eu quero papel colorido com números que possuí poder sobre os de mente fraca!'
Qual o seu nome?
Deixe-me perguntar de outra forma:
De que posso chamá-lo?
"Em que posso ajudar?
[...]
O que está procurando?"
"Sweet dreams are made of these
[...]
Travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something"
"Defenda-se.
(a melhor defesa é o ataque)
Quem não luta por alguma coisa, cai por qualquer coisa.
[...]
Para todos aqueles que lutam, a vida tem um sabor, que os medrosos jamais conhecerão.
Nunca abandones teus sonhos. Sem eles podes continuar a existir, mas deixas de viver.
Mark Twain
"Quem envia monstros para nos matar?
E ao mesmo tempo, canta-nos que nunca iremos morrer?
[...]
Quem decide porque vivemos, ou pelo quê daríamos a vida lutando?
(...)
Quem nos prende?
E quem possui a chave que pode libertar-nos?
És tu!
Tens todas as armas que precisas. Agora, lute! "
Sucker Punch
Mas lembre-se, aqueles que lutam apenas por si mesmos (por inveja)* nunca conseguirão vencer aqueles que lutam por seus ideais — se estes são fortes e convictos, a ponto de eles por si próprios dizerem quem você é, muito mais além do que as palavras poderiam dizer.
"The souffle is not the souffle, the souffle is the recipe! "
UEG de greve
Publicação da participação de uma leitora do blog:
"Universidade Estadual de Goiás (UEG) está de greve a 45 dias. Petição para mobilizar a sociedade, por que a sociedade tem que saber que o Governo Marconi abandonou a UEG, mais informações: MobilizaUegPetição: http://www.avaaz.org/po/petition/Investimentos_na_UEG_reestruturacao_ja/?fXudNeb&pv=3 "
"Universidade Estadual de Goiás (UEG) está de greve a 45 dias. Petição para mobilizar a sociedade, por que a sociedade tem que saber que o Governo Marconi abandonou a UEG, mais informações: MobilizaUegPetição: http://www.avaaz.org/po/petition/Investimentos_na_UEG_reestruturacao_ja/?fXudNeb&pv=3 "
X-glota
Dois anos se passaram e o blog sobreviveu ao tempo. Quem diria... :]
Gostaria de reservar esta linha para agradecer quem aguardou pelo nosso retorno.
E esta linha para odiar os "spammers" que tomaram conta durante nosso recesso.
# Como prometido, em Março, cá estou! Aproveitem a volta da temporada de Doctor Who hoje! :)
Game of Thrones third season tomorrow!
Sem mais delongas, ao texto:
O X é você quem escolhe! E hoje, a pedido de um amigo, através da minha perspectiva, darei algumas dicas, nada extraordinário, novo ou inovador, apenas uma visão pessoal, de como aprender um outro idioma. Aconselho a não encarar o texto como um guia ou algo do tipo, pois cada um aprende melhor de um jeito, através de sua própria metodologia. Só espero que o texto a seguir ajude a achar este melhor caminho. (Farei uma abordagem, como se o foco fosse aprender o idioma como um todo e não de forma "instrumental" — apenas saber ler para poder fazer uma prova e nunca mais).
Cada civilização possui sua própria história, que pode até se assemelhar em certos pontos com algumas outras, mas nunca será a mesma, e entender isto é essencial para compreender que o idioma foi, muito provavelmente, estruturada em cima de uma lógica diferente da sua língua materna.
Se você já viu algum vídeo de beatbox, tem já alguma boa noção de que conseguimos produzir uma variedade inestimável de sons somente pela boca. Aceite logo de inicio que você estará lidando com uma outra fonética, por isto não tente acochambrar (como por exemplo, no inglês, fazer o "th" como se fosse um "f").
Aprender outro idioma não é adaptar seu idioma-pátrio para falar diferente, é expressar uma evolução histórico-cultural através de sons (palavras); é verbalizar ideias e expressões capazes de fazer atingir outros povos; é se expressar de forma diferente e interiorizar um conhecimento que passou séculos pelo (espaço-)tempo para se formar. Uma forma simples imediatista de se entender isto são expressões linguísticas que temos e não têm significado lógico em nenhum outro idioma e vice-versa (e quando isto conflita com o mundo palpável, temos de utilizar o artifício do estrangeirismo).
Entenda que o começo é sempre bastante complicado e difícil, pois você não está habituado com a lógica do idioma (ajuda você evitar questionamentos sobre a necessidade e compreensão de tais artifícios lógicos da língua. Primeiro, como eu disse, o idioma sobreviveu por séculos, porque as pessoas conseguem se entender e todo idioma se permite ambiguidades — se não, não haveria textos-poéticos. E que diferença irá fazer você questionar, por exemplo, qual a necessidade de se conjugar verbos ou não, se isto não mudará a gramática do idioma? Você só estará criando barreiras entre você e a língua). Ajuda é sempre bem-vinda neste primeiro estágio. (Recomendação: Compre uma boa gramática logo no inicio. Mas pesquise MUITO primeiro para certificar-se que é uma boa aquisição — se muitas pessoas, que merecem certo crédito e respeito, indicam a mesma gramática).
Particularmente, eu recomendaria você fazer um semestre ou dois de aulas do idioma em questão com um professor, pois você estará andando por territórios desconhecidos, e sozinho o caminho será mais árduo. Ter alguém para corrigir os erros mais simples e básicos logo no começo é essencial, pois se não você fará todo um aprendizado baseado no errado. Além de ser uma pequena estratégia. ;)
Em um ou dois semestre acho que a lógica Básica já deve estar bem firmada. Dai para frente, seguir sozinho é uma boa opção (continuar em "cursinho de idiomas" seria um desperdício de dinheiro. Comece a juntar o dinheiro que você pagaria nas mensalidades a partir dai — já já vamos resgatar este dinheiro). Dê uma boa olhada em sua gramática. Volte revisando tudo que você já viu e siga adiante com a parte um pouco mais complexa da gramática (que provavelmente já será a parte final dela)*. E abuse do seu antigo professor.
Professores de idiomas costumam ser bastante gentis e dispostos a ajudar. Durante o curso que você fez com ele(a)(s), estabeleça contato (virtual — Facebook, por exemplo) e sempre que necessário, tire suas dúvidas com ele(s) (muitas vezes eles conseguem te explicar em poucas palavras o que textos enormes de sites renomados não conseguiu). Yahoo!Respostas costuma ser uma mão na roda também. ;)
Gostaria de reservar esta linha para agradecer quem aguardou pelo nosso retorno.
E esta linha para odiar os "spammers" que tomaram conta durante nosso recesso.
# Como prometido, em Março, cá estou! Aproveitem a volta da temporada de Doctor Who hoje! :)
Game of Thrones third season tomorrow!
Sem mais delongas, ao texto:
O X é você quem escolhe! E hoje, a pedido de um amigo, através da minha perspectiva, darei algumas dicas, nada extraordinário, novo ou inovador, apenas uma visão pessoal, de como aprender um outro idioma. Aconselho a não encarar o texto como um guia ou algo do tipo, pois cada um aprende melhor de um jeito, através de sua própria metodologia. Só espero que o texto a seguir ajude a achar este melhor caminho. (Farei uma abordagem, como se o foco fosse aprender o idioma como um todo e não de forma "instrumental" — apenas saber ler para poder fazer uma prova e nunca mais).
Cada civilização possui sua própria história, que pode até se assemelhar em certos pontos com algumas outras, mas nunca será a mesma, e entender isto é essencial para compreender que o idioma foi, muito provavelmente, estruturada em cima de uma lógica diferente da sua língua materna.
Se você já viu algum vídeo de beatbox, tem já alguma boa noção de que conseguimos produzir uma variedade inestimável de sons somente pela boca. Aceite logo de inicio que você estará lidando com uma outra fonética, por isto não tente acochambrar (como por exemplo, no inglês, fazer o "th" como se fosse um "f").
Aprender outro idioma não é adaptar seu idioma-pátrio para falar diferente, é expressar uma evolução histórico-cultural através de sons (palavras); é verbalizar ideias e expressões capazes de fazer atingir outros povos; é se expressar de forma diferente e interiorizar um conhecimento que passou séculos pelo (espaço-)tempo para se formar. Uma forma simples imediatista de se entender isto são expressões linguísticas que temos e não têm significado lógico em nenhum outro idioma e vice-versa (e quando isto conflita com o mundo palpável, temos de utilizar o artifício do estrangeirismo).
Entenda que o começo é sempre bastante complicado e difícil, pois você não está habituado com a lógica do idioma (ajuda você evitar questionamentos sobre a necessidade e compreensão de tais artifícios lógicos da língua. Primeiro, como eu disse, o idioma sobreviveu por séculos, porque as pessoas conseguem se entender e todo idioma se permite ambiguidades — se não, não haveria textos-poéticos. E que diferença irá fazer você questionar, por exemplo, qual a necessidade de se conjugar verbos ou não, se isto não mudará a gramática do idioma? Você só estará criando barreiras entre você e a língua). Ajuda é sempre bem-vinda neste primeiro estágio. (Recomendação: Compre uma boa gramática logo no inicio. Mas pesquise MUITO primeiro para certificar-se que é uma boa aquisição — se muitas pessoas, que merecem certo crédito e respeito, indicam a mesma gramática).
Particularmente, eu recomendaria você fazer um semestre ou dois de aulas do idioma em questão com um professor, pois você estará andando por territórios desconhecidos, e sozinho o caminho será mais árduo. Ter alguém para corrigir os erros mais simples e básicos logo no começo é essencial, pois se não você fará todo um aprendizado baseado no errado. Além de ser uma pequena estratégia. ;)
Em um ou dois semestre acho que a lógica Básica já deve estar bem firmada. Dai para frente, seguir sozinho é uma boa opção (continuar em "cursinho de idiomas" seria um desperdício de dinheiro. Comece a juntar o dinheiro que você pagaria nas mensalidades a partir dai — já já vamos resgatar este dinheiro). Dê uma boa olhada em sua gramática. Volte revisando tudo que você já viu e siga adiante com a parte um pouco mais complexa da gramática (que provavelmente já será a parte final dela)*. E abuse do seu antigo professor.
Professores de idiomas costumam ser bastante gentis e dispostos a ajudar. Durante o curso que você fez com ele(a)(s), estabeleça contato (virtual — Facebook, por exemplo) e sempre que necessário, tire suas dúvidas com ele(s) (muitas vezes eles conseguem te explicar em poucas palavras o que textos enormes de sites renomados não conseguiu). Yahoo!Respostas costuma ser uma mão na roda também. ;)
O apanhador no campo de centeio
"Then, just to show you how crazy I am, when we were coming out of this big clinch, I told her I loved her and all. It was a lie, of course, but the thing is, I meant it when I said it. I'm crazy. I swear to God I am.
'Oh, darling, I love you too,' she said. Then, right in the same damn breath, she said, 'Promise me you'll let your hair grow. Crew cuts are getting corny. And your hair's so lovely.'
Lovely my ass."
Dia(s) da mulher
O oitavo de março é o dia em que se “comemora a mulher”. Dispensável
é contar toda a história da significância da data, já que todos sabemos das
lutas históricas de grupos feministas, das atrocidades contra protestantes e
toda a degradação em geral contra o sexo feminino. Ou será mesmo tão
dispensável assim?
A verdade é que, como quase todas as outras coisas nesse
vasto mundo, o Dia da mulher adquiriu um significado muito diferente daquele
inspirado pela militância em favor da igualdade sexual. Aquilo que deveria ser
uma lembrança de que a luta continua agora é show de declarações infantis de
admiração às mulheres. E é importante dizer: uma admiração carregada de
machismo, pois as características exaltadas nada têm a ver com uma igualdade de
competências entre os sexos. Beleza, sensibilidade, maternidade... por aí segue
a lista dos atributos que, segundo os mais qualificados praticantes do bom “Feliz
dia da mulher”, são os merecedores de destaque em qualquer mulher.
Na minha parca compreensão dos problemas do mundo, isso está
muito longe daquilo que precisamos. Porque precisamos desesperadamente, sim, de
consciência, de capacidade de admitir erros, enfim, de honestidade. E não são
uma rosa e uma caixa de chocolates por ano a recompensa por uma vida de
discriminação e desigualdade. Prefiro nem chamar de recompensas: são
restituições. Como diria o poeta nordestino, “Se não fosse a mulher mimosa flor,
a história seria mentirosa”.
PS. Depois de muitos dias fora do ar, voltei. Se ainda gosta
disso aqui e acha que seria legal que continuássemos, demonstre! Curta,
comente, compartilhe. Não é vaidade, só não queremos ficar naquela de ‘escrever’
pras paredes.
Uma vírgula
Ultimamente fui atropelado por uma espécie de sensação de "só sei que nada sei", que como muitas sensações é difícil descrever, e mesmo quando descrevemos parece um conceito vazio. Sinto-me como se tentasse descrever o gosto da carne de um animal exótico para vocês, mas já sabendo desde antes de abrir a boca que não conseguirei. Como descrever isto? Acho que ninguém sabe ao certo, e por isto as pessoas, ao meu ver, de forma cômica, sempre descrevem este tipo de carne como "parece frango". Obviamente chester, jacarés, cobras e muitos outros animais não tem gosto de galinha, e é bem provável que o gosto que eu sinto não é exatamente igual ao gosto você sentiria ao comer a mesma coisa.
É por isto, por esta falta de palavras que venho sido acometido, peço só que compreendam, não que a entendam no seu âmago, pois senão estariam na mesma situação desoladora que eu, a qual ainda não sei dizer se é algo bom ou ruim. Compreendam só que precisarei de um tempo.
Não sei o que a mulheres, no status de 'namoradas', querem dizer com a expressão "dar um tempo", mas quero esclarecer que eu o estou usando no sentido de que não escreverei por ora, mas pretendo voltar, com minha certeza, o mais breve possível, no máximo até Abril deste ano.
Não sei sobre os demais membros, se pararão, se entraremos todos em recesso por um tempo e/ou se voltarão/emos. Posso só prometer por mim. Aliais, a declaração do Ian ontem foi uma surpresa para mim, não por completa, pois aparentemente todos nós entramos numa espécie de "calmaria" ao mesmo tempo — acho que uma saturação, um cansaço e correria, e quem sabe, num certo ponto, até uma falta de inspiração e criatividade.
Não sei se estou conseguindo ser claro, mas me despeço aqui. Agradeço a contribuição e participativa de todos, principalmente a de meus colegas e amigos Ian, Kaito, Lília e Marco Aurélio. Volto em breve (espero que já com o computador consertado, e quem sabe até com um computador melhor em mãos, apesar de pouco provável...).
P.S.: Estou dando um tempo nos textos mas podemos ainda confabular, basta me procurar nas redes sociais ou deixar comentários no blog mesmo (eu ainda estarei recebendo por e-mail todos os comentários do blog).
Um abraço à todos! e bom ano para você.
É por isto, por esta falta de palavras que venho sido acometido, peço só que compreendam, não que a entendam no seu âmago, pois senão estariam na mesma situação desoladora que eu, a qual ainda não sei dizer se é algo bom ou ruim. Compreendam só que precisarei de um tempo.
Não sei o que a mulheres, no status de 'namoradas', querem dizer com a expressão "dar um tempo", mas quero esclarecer que eu o estou usando no sentido de que não escreverei por ora, mas pretendo voltar, com minha certeza, o mais breve possível, no máximo até Abril deste ano.
Não sei sobre os demais membros, se pararão, se entraremos todos em recesso por um tempo e/ou se voltarão/emos. Posso só prometer por mim. Aliais, a declaração do Ian ontem foi uma surpresa para mim, não por completa, pois aparentemente todos nós entramos numa espécie de "calmaria" ao mesmo tempo — acho que uma saturação, um cansaço e correria, e quem sabe, num certo ponto, até uma falta de inspiração e criatividade.
Não sei se estou conseguindo ser claro, mas me despeço aqui. Agradeço a contribuição e participativa de todos, principalmente a de meus colegas e amigos Ian, Kaito, Lília e Marco Aurélio. Volto em breve (espero que já com o computador consertado, e quem sabe até com um computador melhor em mãos, apesar de pouco provável...).
P.S.: Estou dando um tempo nos textos mas podemos ainda confabular, basta me procurar nas redes sociais ou deixar comentários no blog mesmo (eu ainda estarei recebendo por e-mail todos os comentários do blog).
Um abraço à todos! e bom ano para você.
Derradeiro (ou Interstício)
Eventualmente as forças se esvaem, ou a motivação;
ou, em alguns casos, o que há são apenas ligeiras adversidades que resultam em
um solapar dos esforços. Mas não trago justificativas, apenas uma explicação: Cesso
de redigir nestas páginas por tempo indeterminado.
Ocorre que, de algum tempo até agora, mostra-se um
desânimo geral neste blog. Tanto por parte de nós redatores, que passamos a
falhar as agendas quase que sistematicamente, quanto de vocês leitores, que
reduziram os comentários e os acessos. Como eu disse, não venho dar
justificativas nem me lamentar de nada, apenas dar algumas explicações.
Tive aqui uma experiência única, que me ajudou muito
e da qual levo resultados; mas por hora é tempo de pousar a caneta (neste blog).
Agradeço a todos que acessaram o blog e que se
dispuseram a ler os textos, ler-nos; os acessos e comentários me ajudaram
muito, me deram coragem para redigir, me deram vontade, e também me auxiliaram na
correção de algumas imperfeições.
Agradeço a meus amigos de blog: Lília, Marco, Kaito e
Alisson; não existem melhores.
Começamos este blog sem pretensões homéricas, queríamos
apenas escrever; e isto fizemos, e não foi pouco; se agora ocorreu do fôlego
não ser mais aquele, não há culpa, há apenas o fato, que me parece infeliz, mas
nada posso fazer que não resignar-me.
Espero poder escrever mais.
PS: Este texto é uma declaração MINHA, não falo por
nenhum dos outros integrantes, que podem eventualmente levar adiante o Machado.
Adeus, foi tudo muito bom. (ou até logo)
Luci, a menina com olhos de caleidoscópio
É um menino muito levado, meio anjo, meio alado, que não voa pelo mesmo motivo daquele sapo que não lava o pé: porque não quer.
Manifesto primário ao pensamento do transporte público
Estou, enfim, com dezoito anos de idade;
recém-completos e muito bem vividos, como diria meu pai. E como de praxe, em
tal idade, empenhei-me na formação como condutor para adquirir minha CNH
(Carteira Nacional de Habilitação). Enquanto ainda novo, pensava em tal momento
como algo mister, glorioso até, da dita e famigerada maioridade. Ocorre que a
reflexão muda consoante o cerne envelhece, e devo dizer que, hoje, minha ânsia por
dirigir se restringe a pouquíssimas e pontuais ocasiões, como viagens de
estrada ou sinônimos muito próximos. Fora isso, hoje, clamo desesperado por um
serviço público de transporte que atenda com dignidade, por deus!
Devem alguns mais imediatistas e individualistas
estarem me lendo atravessado neste momento. “mas como assim, eu quero é meu
carro com som e ar condicionado...”. Não é que eu também não o queira, óbvio
que quero, estou em acordo com vocês neste ponto; o que se me ocorre nesta
reflexão é a real necessidade do carro às atividades cotidianas, como
dirigir-se ao trabalho ou à faculdade.
Para margem apreciativa do argumento, valho-me de mim
mesmo para exemplificar: Hoje, tenho aproximadamente duas horas de ônibus no
trajeto de volta à minha casa. Suponhamos que de carro este tempo fosse de uma
hora e vinte minutos, por exemplo. São quarenta minutos a menos de percurso, o
que reflete, naturalmente, no seu horário de chegada em casa e, por
consequência, no seu descanso, que, eventualmente, seria maior. Mas a base argumentativa
está no aproveitamento deste tempo. Enquanto estou no ônibus, volto, quase
unanimemente, lendo algum livro ou conteúdo de curso. Ou seja, são duas horas
que aproveito na aquisição de algum conhecimento ou na apreciação de algum
entretenimento. Duas horas que acho deveras mais vantajosas que as uma hora e
vinte minutos que teria de me dispor a encarar em um trânsito infernal que se
mostra este da minha cidade. Uma hora e vinte de constante tensão e estresse,
de semáforos e congestionamentos, de buzinas e saturação visual; uma hora e
vinte que só me acrescentariam no que se refere à precoce aquisição de fios
brancos na cabeça.
Uns dirão “mas Ian, no horário que eu pego o ônibus
ele está tão cheio que nem daria para eu vir lendo”. Concordo contigo, leitor;
contudo, é por isso que proponho tal texto:
Estou com ideia de, ao início deste ano que entra,
conceber um grupo de estudos e formulações acerca do transporte público na
nossa cidade, de modo a maximizar os benefícios e erradicar, ou, se não possível
tal, minimizar os problemas que acometem
o nosso serviço público de transporte; de modo que o carro torne-se cada
vez mais dispensável.
Mas a retórica não para ai:
Pensa consigo, leitor. A lei seca ai está, mas o
grande atrativo das baladas, bares e shows, também permanece; já conjecturou
sobre o quão bom seria um serviço público de transporte atrativo, para que você
não incorresse no risco de uma blitz policial, ou no absurdo que é o tributo ao
taxi? E quanto há taxi. Pois é, as vantagens são incontáveis.
Há ainda outros inúmeros fatores, como o custo atrativo
do transporte público vis-à-vis uma condução particular, a mínima participação
em acidentes de trânsito, e até mesmo uma diminuta caminhada do ponto de ônibus
ao destino absoluto; vantagem esta que pode fazer torcer os narizes de alguns,
mas pensa consigo nas vantagens salutares de tal proposição ao corpo.
Das considerações a este ano que finda
Mais um ano termina dentro de poucos dias.
Passou, como neste momento tendemos a achar quase unanimemente, como um fiat. Nos já habituais, e monótonos,
raiares e pores do Sol se sucederam diversos eventos significantes ou o
antônimo direto, memoráveis e também não, dispares no que se refere à nossa
vida, ou também tão pequenos que não foram lembrados nem mesmo na meia hora que
os sucedeu de fato.
Continuamos aqui; cegos em grande
medida, consumidores convictos, cheios de razão e de certezas, cheios de
razões. Ainda aqui resistimos, cheios de vontades e anseios, alguns mais homéricos,
outros dantescos, maquiavélicos, dionisíacos, quixotescos... mas a grande
maioria, podemos dizer, não passa de um meio balde de quereres tão absurdos ou
fúteis que “estúpidos” seria um adjetivo deveras eufêmico para caracterizá-los.
Mas que somos nós, senão estúpidos em parte quase absoluta da existência?
Não há muito que dizer; resignados
permanecemos; damos sequência a esta tragicômica sucessão de atropelos,
desventuras, eventos. O mundo ainda enfrenta crises financeiras, todos sonham
ter dinheiro suficiente para comprar e comprar e comprar e Comprar; o mundo
ainda sofre com a fome, ainda temos tanto e sabemos fazer tão pouco disso;
ainda impera o egoísmo e os desejos singulares; ainda se morre e se mata pelos
motivos mais banais dos quais se pode obter relato. Ouso dizer que escrevo,
neste texto, sentenças que você, leitor, pode ler em qualquer um dos dez anos
que precederam e nos dez que virão depois deste, e certamente lho acharão atualíssimo.
Mas que mais há para se dizer,
muito pouco, se é que há, mas deste pouco não falo mais, não me apetece, e
estou também certo da capacidade do leitor de discernir o epílogo.
Dedico as linhas restantes ao “Eu”.
Este ano, posso dizer, foi bom
para mim.
Entrei na Universidade, curso o
curso que me apetece, estou desenvolvendo uma pesquisa científica, e melhor:
remunerada.
Engajei-me em namoro com uma
mulher que amo, respeito e que fez de mim uma pessoa melhor e, certamente, mais
feliz.
Passei a usar chapéus, comecei a
beber cerveja e estou em vias de tirar minha habilitação de condutor.
Permaneço de opinião política de
esquerda, e entenda isso da maneira que quiser, dada a abstração do termo nas
atuais discussões políticas.
Permaneço inquieto, necessitado
de resultados que não sei se virão, mas que fique o caminho andado, vejamos o
que se há de suceder.
Permaneço escritor deste blog,
que sobrevive ainda, muito mais e ainda além do que pensei que sobreviveria.
Enquanto pudermos; falo, ao menos, por mim; estaremos aqui.
Tira uma foto de mim
Tudo
que sobrou de você foi uma foto entre as coisas perdidas na escuridão da gaveta
do criado. A gaveta geme a noite inteira, fica fosforescente, treme, chama
minha atenção. Não vou, resisto, respiro e acendo um incenso pra brincar com a
fumaça. A gaveta grita, contrai, cospe a foto em mim. Sinto o alívio do criado,
essa foto ficou mal digerida lá dentro assim como tinha ficado em mim. E eu
pergunto pro meu estômago se é ele que digere saudade, porque o paradoxo de
quem sai da minha vida sem sair da minha vida é um bolo que ocupa o lugar das
pessoas que eu já deveria amar, mas não dá porque estou lotado. Isto me entope
sem transbordar. Só vaza o choro, mas os buracos dos olhos são muito pequenos,
represo um mar. Vou ao morro onde enterrei as coisas do tempo em que
coincidimos um pedaço de espaço, jogo a foto numa vala de erosão e recolho de
volta, não aguento. Te vejo ali no papel, o olhar não é recíproco, mas tenho a
ilusão. Viro a foto ao contrário e afinal é tudo plano, não dá pra ver suas
costas do outro lado, mas imagino e te desenho. Daí eu vou fazer um chá, vou no
mercado, entro no ônibus e te vejo sobreposto na figura do bule, da moça do
caixa e da poltrona vermelha para idosos e grávidas. Você ficou gravado, se é
eterno eu não sei, mas aproveito, te invoco. Hoje encaro a noite e percebo que
as estrelas do céu são as sardas do seu rosto em negativo. Faço meu mapa astral,
me descubro, transcendo. Chego a foto mais perto, mas não é o bastante. Pego a
lupa, conto os pelos das sobrancelhas e desmistifico a teoria da simetria. Sobreponho
lentes, fico míope, me estrago e me abasteço ao mesmo tempo. São simultâneas
minha saudade e minha dor e o tanto que eu fico feliz de aumentar sua proporção
pra te deixar do tamanho que é a falta que me faz.
Por
fim, caminhei entre os pixels da sua bochecha e de quadrado em quadrado foi
passando um degradê de cores que de repente terminou no preto da minha
cegueira.
Solitude
Ele era solitário, não gostava de
humanos por perto, não que não se considerasse humano, mas achava que suportar
um humano, ele mesmo, já era o bastante.
Os humanos eram problemáticos, estavam sempre
competindo por coisas sem a mínima importância, tipo, quem tem o carro maior e
outras tolices. Quanto às fêmeas humanas, era sempre sobre o tamanho do salto,
e as que não eram fúteis a esse ponto também tinham inúmeros defeitos, ou eram
feministas demais, revolucionárias demais, “do contra” demais; será que não
havia ninguém equilibrado?
Ele imaginava que não, por isso queria ir pra
longe. Decidira trabalhar muito e economizar cada centavo para comprar uma
pequena propriedade próxima a qualquer vilarejo do Wyoming, com aquelas vastas
planícies em que ele poderia andar sozinho, sossegado; contanto que ficasse
longe dos parques não veria nenhum dos turistas imbecis que cada vez mais
enchiam o estado.
Era uma pena ter que morar perto
de uma cidade para comprar seus alimentos e demais artigos de que precisava
para se manter vivo, agora era muito tarde para aprender a plantar e fabricar
as próprias roupas...ele também não queria viver como um selvagem, queria
apenas um pouco de paz, nada de chefe perguntando quando o relatório estará
pronto, nem de colegas de trabalho querendo competir pelas graças do chefe
babaca.
Ele não era um velho ranzinza com
filhos e uma ex-mulher brigando pela pensão. Nada disso, era jovem e recém
formado, e tampouco um jovem indeciso e com medo do futuro, sabia exatamente o
que queria, queria poder ficar calado, refletir, se quisesse falar com alguém,
teria um gato, coelho, ou outro bichinho qualquer, ele falaria e ainda não teria
que ouvir respostas estúpidas... ahhh, como sonhava com aquela paz.
E durante toda a vida foi assim,
pouca tolerância, fazia todo o seu trabalho sem curtir a profissão que
escolheu, pensando no seu objetivo, conversava com os colegas no bar depois do
trabalho superficialmente, olhando pra eles e antevendo uma felicidade futura
longe daquelas conversas, nem sabia o que acabara de dizer...ele passava pela
vida apenas sonhando com o futuro que planejara.
Aos cinquenta anos já acumulara o
suficiente para o tão sonhado descanso, arrumou as malas e foi...a primeira
semana foi maravilhosa, ele havia comprado o gato, chamava-se Jack, a companhia
perfeita, só dormia e ronronava. Conversava com Jack a respeito do que seus
colegas estariam fazendo neste momento e como o que quer que fosse, deveria ser
chato e maçante ou falso e cheio de risadas exageradas, não partilhavam de sua
tranquilidade.
Ele não precisava falar nada, e
se falasse, Jack lhe responderia com um ronronar e nada mais, ele não faria
piada, não riria... enquanto seus amigos receberiam ligações das esposas no
bar, lhes controlando, ele estaria bem, ninguém se lembraria dele, nem esposa,
nem mesmo uma ex para reclamar que educava o filho sozinha...os poucos amigos
receberam instruções para não entrarem em contato...
Ele ficava mais desgostoso a cada
dia que passava, queria uma companhia mais animada que Jack, alguém que
falasse, reclamasse de alguma coisa, tomasse uma cerveja com ele, e maldissesse
a vida, alguém que comentasse que ele deveria trocar de carro porque o seu já
estava muito velho. Alguém que fizesse uma crítica construtiva ao seu trabalho,
para que pudesse melhorar, agora nem trabalho ele tinha mais. As caminhadas na
planície pareciam tão sem propósito, e refletir, ele só refletia sobre como
estava entediado. Ele sentia falta de humanos à sua volta.
Ainda não aprendemos que o Brasil é laico ou democrático ou brasileiro
E ainda tem
gente que quer defender a permanência do “Deus seja louvado” nas cédulas de
real. Tenha a tal da “santa” paciência!
Vocês cristãos
não podem mais se impor sobre nós; vocês não têm mais espadas e homens loucos
pra morrer e matar por vocês. Hoje temos algo que se chama constituição e esta
foi redigida sob o princípio da igualdade e da isonomia.
Você que crê
no deus bíblico não tem mais direito de propagar suas ideias em coisa pública
do que aquele que crê em Buda ou o outro que crê em Shiva. Por mais que vocês
sejam maioria, isso não deixa de ser horrendo, isso não deixa de ser opressão
das minorias.
O estado é
laico e, se alguém tem dúvidas a respeito do significado da palavra, consulte
um dicionário.
http://www.laicidade.org/documentacao/textos-criticos-tematicos-e-de-reflexao/aspl/
I Pet Goat
Recomendado por meu amigo Gustavo Brito:
Deixem suas observações e interpretações nos comentários por favor... Adoraria debatê-las!
Aos que apreciam a ideia da Redução da Maioridade penal
O que se vê em abundância no Facebook,
além das frivolidades habituais, é uma espécie de clamor público por justiça.
Escândalos de corrupção são toscamente abordados em pequenas fotos e textos mau
escritos; algumas “denúncias” a favor de minorias, pobres em conteúdo e em
efetividade prática... além de um inominável de outras coisas.
E têm também aqueles que apoiam
a redução da Maioridade Penal... E são das mais atrozes e escabrosas as fotos e
textinhos postados. “Quando é que veremos isso no Brasil”, “Menor vagabundo
também é culpado”, “Até quando serão impunes?”... e mais um sem fim de frases.
E me parece sensato dizer que
esta postura é, nada mais nada menos, que IMBECILIDADE das maiores. Por uma
diversidade de fatores. Em primeiro lugar porque, se analisarmos o quadro
social, veremos que a maioria de menores infratores vêm de realidades precárias
e conturbadas; vêm de colégios onde impera a violência e o descaso público, de
famílias por vezes problemáticas e desestruturadas. É claro que existem as exceções,
mas onde é que, alguma vez, em uma democracia, basear legislados punitivos em
casos excepcionais pareceu ser uma saída justa? Gostaria de me ver respondido.
E alguns dirão que, não sendo os
argumentos acima citados culpa deles, não são eles que devem arcar com o risco
de um menor “bandido”. E digo, a culpa também é de vocês (nossa) sim. É muito
fácil isentar-se da culpa de colocar, ano após ano, no poder, representantes
imorais e desinteressados com a melhoria social, é muito fácil fechar-se na
redoma da própria vida esperando que deus resolva os problemas da sociedade da
qual você também faz parte. E alguns virão dizer, “mas também estudei em escola
pública e nem por isso sou bandido”, e concordo que sim, existem esses casos;
mas exigir de todos a mesma força de vontade e o mesmo empenho é descabido e
não ocorre em outros casos. Ninguém é severamente repreendido por não ser
um primor na escola, ou por não gostar de ler, ou por não ser tão bom no
futebol, ou por não se interessar tanto assim pelos políticos que elege, pelo
contrário, muitas vezes as pessoas fazem é humor tosco disso tudo; mas todos
podem acusar uma criança que sucumbiu às dificuldades do dia-a-dia, para isso
todos são muito competentes.
E há ainda a imbecilidade da
ideia. As pessoas parecem não entender o funcionamento penitenciário no Brasil.
As cadeias estão lotadas, são mal estruturadas e não reformam e reintegram o
detento à sociedade. O que fazem é amontoar infratores; e nesse amontoar, uma
certa gama deles não cumpre nem 1/3 da pena originalmente instituída. Ou seja, você
pega um menor que roubou uma bolsa na esquina às dez da noite, ele, como um
criminoso, é preso por roubo; Ninguém entende que este indivíduo – que ainda
está em formação – que pode ter feito o que fez apenas por nada mais que
burrice, é um ladrão inexperiente e despreparado, grosseiro. Mas ao ser preso,
será, primeiro, privado de qualquer forma de ensino formal, e, ainda por cima,
ficará em contato com bandidos da pior ordem, bandidos estes que o influenciarão
e que o colocarão a par de todas as formas de refinar as ações criminosas que
ele possa tencionar ter.
Você, pessoa desinformada, que
acha muito interessante a redução da maioridade penal, deveria antes se
preocupar com a qualidade das cadeias, pois querendo se livrar do problema de
maneira impensada, você acaba por gerar é a criação de um delinquente melhor formado.
Mas ninguém pensa nisso, nem na
origem do problema, nem no agravamento que decisões impensadas podem vir a causar;
o que querem é o martelo batendo pesado, como se isso fosse resolver alguma
coisa.
Aos que cobram redução da
maioridade penal, um conselho: Cobrem melhoria no sistema de ensino, cobrem
igualdade social, votem melhor; isso já lhes resolverá o problema egoísta e
mais uma série de outros.
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Ps: Já viram o vídeo gravado por mim e pelo Marco? - Foot Massage Scene
Pps: Estou (IAN) vendendo a coleção completa d'O Mochileiro das Galáxias, edição econômica. A série é nova e está lacrada, vendo-a por R$ 50,oo. Interessados deixem um comentário
Por que o capitalismo deu tão certo?
Desde que o ser humano se desvinculou do Éden, ele vive tendo como propósito, buscar a Felicidade. Mas esta parece escorregadia, pois toda vez em que esta é alcançada a ambição daquele a empurra para um "lugar" que necessita um maior alcance, com uma maior dificuldade de acesso, de modo que nos colocamos numa corrida sem fim.
Não é segredo nem mistério também que procuramos sempre facilitar as coisas e tentar percorrer os caminhos mais fáceis da vida, e um deles é escolher o "prazer" a "felicidades". Não que não haja prazer na felicidade, ou que sejam conceitos totalmente dispersos, mas o "prazer" é apenas uma lapso da Felicidade e por isto consegue existir de for mais autônoma, enquanto a Felicidade por se só é tão complexamente simples que não poderia existir sem todas suas partes (como o Prazer). Mas não irei a muito discutir a simplicidade da Felicidade. Talvez uma outra hora.
Onde quero chegar, é que o ser humano costuma buscar os caminhos do prazer para se satisfazer e acaba por confundir tal sentimento de satisfação momentânea como felicidade, fazendo com que ache que uma vida feliz é uma que tenha prazeres cada vez mais intensos, já que os níveis de prazeres têm que serem superados.
'Quer descobrir qual é o verdadeiro caráter de uma pessoa? Dê poder a ela.' Creio que já devem ter ouvido falar nisso; E não é para menos. O ser humano, com sua ambição e soberba, busca, durante sua jornada de vida, adquirir cada vez mais poder (a palavra-chave deste texto talvez seja Poder). O que o cerca e o motiva é nada mais que métodos para se conseguir poder. Poder para ter seus desejos realizados. Para poder fazer com que você alcance prazeres, e, como muitas das vezes, para satisfazer o 'ego'.
E o que é o dinheiro se não uma forma de quantizar o nível de poder que você pode exercer diante a sociedade? E é por isto que é necessário dar valor as coisas. Por isto que o capitalismo deu tão certo. Pois a ambição do homem precisa ser saciada, nem que seja na mera existência da possibilidade. Não estamos prontos ainda para aceitarmos que somos todos e quais e muito menos nos tratarmos como iguais.
Não é segredo nem mistério também que procuramos sempre facilitar as coisas e tentar percorrer os caminhos mais fáceis da vida, e um deles é escolher o "prazer" a "felicidades". Não que não haja prazer na felicidade, ou que sejam conceitos totalmente dispersos, mas o "prazer" é apenas uma lapso da Felicidade e por isto consegue existir de for mais autônoma, enquanto a Felicidade por se só é tão complexamente simples que não poderia existir sem todas suas partes (como o Prazer). Mas não irei a muito discutir a simplicidade da Felicidade. Talvez uma outra hora.
Onde quero chegar, é que o ser humano costuma buscar os caminhos do prazer para se satisfazer e acaba por confundir tal sentimento de satisfação momentânea como felicidade, fazendo com que ache que uma vida feliz é uma que tenha prazeres cada vez mais intensos, já que os níveis de prazeres têm que serem superados.
'Quer descobrir qual é o verdadeiro caráter de uma pessoa? Dê poder a ela.' Creio que já devem ter ouvido falar nisso; E não é para menos. O ser humano, com sua ambição e soberba, busca, durante sua jornada de vida, adquirir cada vez mais poder (a palavra-chave deste texto talvez seja Poder). O que o cerca e o motiva é nada mais que métodos para se conseguir poder. Poder para ter seus desejos realizados. Para poder fazer com que você alcance prazeres, e, como muitas das vezes, para satisfazer o 'ego'.
E o que é o dinheiro se não uma forma de quantizar o nível de poder que você pode exercer diante a sociedade? E é por isto que é necessário dar valor as coisas. Por isto que o capitalismo deu tão certo. Pois a ambição do homem precisa ser saciada, nem que seja na mera existência da possibilidade. Não estamos prontos ainda para aceitarmos que somos todos e quais e muito menos nos tratarmos como iguais.
se a via-crucis virou circo, estou aqui
Nunca
consegui dar cambalhotas.
Invejava
as outras crianças que conseguiam dar cambalhotas, cresci mais e invejei as pessoas que conseguiam escrever histórias bonitas, cresci mais e invejo
as pessoas que não cresceram tanto assim. Agora que não cresço, só invejo.
Acabou-se a pilha dos lábios, ou: Os ocos ecos da minha voz
Contemplo o meio; nada me prende a atenção, nada me
desperta vontade de me esforçar. Nada parece ter sabor. Ouço uma melancólica
música, sinto a mais profunda tristeza, talvez nem mesmo o jovem Werther tenha
sentido igual. Mas sou incapaz de chorar, não verto uma única gota salgada de
lágrima sequer. Há um gato se debatendo na minha garganta, tão violento que me
faz pigarrear sangue... ele não desce, tampouco sobe; desde certo tempo ele está aqui, nunca o
vomitei, nunca o digeri... ele permanece.
Teria de estudar agora, mas nem para isso tenho
ânimo; até teria-lo, não fosse a inutilidade do ato; não é que não seja capaz
de entender as complexas teorias, não é que não fosse capaz de palestrar sobre
elas por uma centena de dias. Mas: Qual o sentido, qual a razão, para quê,
exatamente?
Tenho muitos do meu lado, diria que quase todos;
todos me têm em alta conta, todos sorriem quando chego, todos confabulam
comigo, mas nenhum me leva a sério, sou o tipo ideal que ninguém quer senão
para um eventual apontamento ou comentário, para rirem dos absurdos que falo e saírem
dizendo “que ideias engraçadas aquele tipo tem, não?”. Então para quê? Vontade
mesmo eu tinha era de queimar tudo, atear fogo ao circo e sair andando.
Sou o bobo da corte, a requerida comédia; bom ter-me
à mesa, ouvir-me tratar dos dilemas universais e particulares, dos mais simples
aos mais complexos; mas ninguém me escuta verdadeiramente, é apenas entreter...
E o pior é ter de manter a pose neoliberal de tolerância a determinadas
opiniões por própria falha minha de querer agradar a todos, não por ser
compreensivo, mas apenas para continuar sendo bem visto. Quando sei que o
correto seria vociferar a todos que deixassem a covardia e a mesquinhez para a
puta velha e que, pelo amor de deus, parassem ao menos por um segundo para tentarem
algo verdadeiro.
O pior é saber que mesmo já tendo-me mostrado
incontáveis vezes com a razão, de nada adianta, é senão acaso, nada mais. Não
sou legitimado nem por uma fama estúpida para ter razão em algo, tão pouco por
algum título, ou por alguma quantia de cédulas em minha carteira; nada além do argumento
me legitima, e este, ultimamente, não tem bastado.
Essa história não termina como a do Werther; não
cesso minha vida em um acesso de tristeza indomável. Não posso dizer certamente
como termine, mas pode ser que termine com o solver de alguns dos meus sonhos e
aspirações; pois Tristeza: um dos maiores solventes das vontades nossas.
O que escrever?
Sozinho, com o computador à
frente, tentava escrever algo decente, como nos velhos tempos em que era apenas
ver a página em branco e as ideias floresciam, os contos tomavam vida própria.
A chuva leve caia lá fora e de
vez em quando uma brisa fria, vinda da janela aberta, agitava-lhe os cabelos e o fazia arrepiar . Pensou em se levantar
para fechá-la, mas não valia o trabalho. “quem sabe esse som de água caindo não
me inspira”, estava se agarrando a qualquer fiapo de esperança que o fizesse
voltar aos velhos tempos de criatividade.
A vida andava complicada, não se
sentia mais útil, não saía mais nada daquela cabeça além do cabelo desgrenhado
de quem anda desistindo até mesmo dos cuidados pessoais.
Continuou a fitar a tela em
branco, começou a pensar que devia trazer a cafeteira para a mesa de trabalho, para não ficar
levantando para buscar o café, e perder a concentração. Mas por outro lado,
buscar o café era o único exercício físico que fazia, se é que podia ser
chamado de exercício.
O celular tocou, ele olhou o
número, era seu agente... não estava com paciência para falsas palavras de
estímulo, especialmente com a fome que estava, e a preguiça de descer até a
cozinha para fazer um sanduíche, pensou se não devia trazer também a geladeira para o escritório...
Paul, o agente, continuava
insistindo... enviou-lhe uma mensagem de
texto “paul, estou escrevendo, não atrapalhe meu momento criativo”, o celular
parou de chamar e ele voltou o olhar para a tela do computador novamente.
Anoiteceu e a fome finalmente o
fez se levantar para comer algo, a geladeira estava cheia de frutas e verduras,
uma tentativa da família, provavelmente, de mantê-lo saudável, pelo menos
fisicamente.
Após comer, chegou a cogitar a
ideia de tomar um banho antes de dormir, sentiu seu próprio cheiro, não estava
tão mal, adiou o banho para amanhã.
Eram nove horas quando acordou,
tomou um copo de leite com café, espreguiçou-se e se sentou á mesa, ligou o
computador e achou que tinha uma ideia, poderia escrever sobre um cara que não
tinha a mínima ideia sobre o que escrever...
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